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Espanha: Centrais sindicais repudiam pacote
anti-salário
As maiores
centrais sindicais espanholas, a Comissiones Obreras CCOO) e a União Geral dos
Trabalhadores (UGT), repudiaram o pacote de arrocho que o governo Zapatero
anunciou e que foi aprovado por 1 voto de diferença no parlamento.
O
secretário-geral da CCOO, Ignácio Férnandez Toxo denunciou esse plano como
“injusto e anti-econômico” e afirmou que os trabalhadores vão tomar as ruas
contra o “ajuste”. Cândido Méndez, secretário geral da UGT, defendeu a
convocação de grandes manifestações contra o confisco de salários e corte dos
investimentos públicos.
Pressionado
pelos especuladores, a União Europeia e o governo dos EUA, o primeiro-ministro
Zapatero apelou para a redução em 5% dos salários dos servidores públicos em
2010 e o congelamento das pensões. Até mesmo o “cheque-bebê” – um
auxílio-natalidade de 2.500 euros criado em 2007 – será suspenso a partir do ano
que vem. Em janeiro, o primeiro-ministro já havia decidido aumento de impostos e
redução de 10% na contratação de servidores públicos.
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