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Factóide de
José Serra com impostos acabou em pane
O candidato tucano à Presidência da República,
José Serra, passou por um vexame no início da tarde de segunda-feira (30). O
palanque estava todo armado para ele desfiar sua cantilena para freguês ver
sobre a carga tributária no Brasil.
Era em frente à Associação Comercial de São
Paulo (ACSP), onde foi instalado um painel que supostamente registra a
quantidade de impostos pagos pelos brasileiros, local que ele já havia
estado antes da campanha eleitoral começar.
A imprensa foi convidada, as câmeras estavam
preparadas, os holofotes de prontidão e as fotos de praxe seriam tiradas com
ele quando o chamado “impostômetro” registrasse a marca dos R$ 800 bilhões.
Mas o factóide fracassou, porque quando faltavam
R$ 7 milhões o “impostômetro” deu pane. O candidato a vice na chapa de
Geraldo Alckmin, Afif Domingos, ex-presidente e integrante da direção da
ACSP, foi tentar resolver o problema, mas quando retornou disse que a origem
do apagão foi no Paraná. Para tentar contornar o vexame atribuiu a falha à
ação de um hacker.
A fachada anti-imposto de Serra é somente
fachada de época eleitoral mesmo, para enganar os incautos. Ele entende é de
aumentar impostos.
Como governador de São Paulo, em janeiro de
2007, Serra baixou decreto revogando os benefícios fiscais de ICMS que
estabeleciam uma alíquota de 7% para produtos como arroz, feijão, ovo,
farinha de mandioca, pão francês, vinagre lingüiça, mortadela, num total de
17 itens. Com isso, a alíquota saltou de 7% para 18%, refletindo diretamente
na alta da cesta.
Na época, a Associação Paulista de Supermercados
advertiu que o decreto nº 51.520 de Serra levaria a um aumento de 5% a 6%
sobre cada um dos itens que perderam a isenção. A Fiesp também protestou na
oportunidade.
Além disso, Serra foi ministro do Planejamento e
da Saúde de FHC, cujo governo foi responsável pelo aumento da carga
tributária de todo o Brasil de 29,8% do PIB (1994) para 35,9% do PIB (2002).
O mesmo governo que fez uma tabela de imposto de renda em que o cidadão que
ganhasse mais do que R$ 2.200,00 era onerado com a taxação de 27,5% sobre
seu salário. |