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Copom mantém Selic em
10,75%
O Comitê
de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em
10,75% ao ano, em reunião na quarta-feira (1), mesmo avaliando que “não
espera que o nível de inflação registrado nos últimos meses se mantenha em
um futuro próximo”, segundo nota à imprensa.
Ainda
assim, o Brasil segue com maior taxa real de juros do mundo (5,6% ao ano),
descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses.
A decisão
não foi bem recebida por empresários e trabalhadores. “A manutenção dos
juros em 10,75% ao ano definida hoje frustrou as nossas expectativas.
Esperávamos que o ciclo de redução dos juros começasse na reunião que
terminou há pouco”, afirmou o presidente em exercício da Confederação
Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.
Segundo
Andrade, não há motivos para manter os juros altos, pois a inflação deve se
manter dentro da meta fixada para este ano e os últimos indicadores
econômicos indicam que o forte crescimento do primeiro trimestre foi
atípico.
A
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) destacou que “a
pergunta que deve ser feita não é por que [o Copom] interrompeu a sua
política de alta, mas, sim, por que em abril deste ano teve início a
equivocada série de aumentos da taxa básica de juros no País”.
“Insistimos que a manutenção dos juros em patamares estratosféricos é
contrária a qualquer projeto de estímulo da retomada do crescimento
econômico”, frisou o presidente em exercício da Força Sindical, Miguel
Torres. |