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Imposto de Seul visa sabotar a
reunificação, denuncia a RPDC
O Ministério da Reunificação da Coreia do Sul anunciou que criará o “imposto
da reunificação” para “custear os gastos com a reunificação” e o ministro
declarou ao Euronews que “suspira pela ajuda do deus da história que ajudou
à reunificação da Alemanha para que ajude da mesma forma à península
coreana”.
Em editorial publicado no sábado (4) o jornal Rodong Sinmun afirmou que o
imposto “É uma cobrança indevida que visa a que a população sul-coreana seja
usurpada de seus recursos para que o governo de Lee, que é contra a
reunificação, use esses vultosos recursos para financiar as agressões do sul
contra a RPDC.
“O imposto da reunificação é um disparate que tenta jogar a população do sul
contra a reunificação, é mais uma manobra desesperada que nega as históricas
declarações intercoreanas e o sistema confederativo” asseverou o editorial.
“A maioria do povo no sul e no norte da Coreia é favorável à reunificação
sob a forma de um país, dois regimes, dois governos a ser assumida de forma
pacífica e independente, sem a intromissão estrangeira”.
Lee Myung Bak quer o capitalismo com a permanência das tropas dos EUA para
assegurá-lo, quer impor esse regime à força à RPDC, que, mais sensata,
prefere o diálogo e o socialismo sem a presença das tropas dos EUA no sul do
país.
Também no sábado (4), Myung Bak anunciou a realização de 5 a 9 de setembro
de mais um exercício militar antissubmarino em conjunto com os EUA no mar,
na fronteira oeste da RPDC. Tomarão parte dessa manobra o destróier Aegis da
sétima frota norte-americana e grande número de soldados dos EUA e da Coreia
do Sul.
Tais exercícios foram condenados por Pyongyang como “manobras provocativas
para treinamento de tropas no mar em ataque contra a RPDC”. E conclamou os
EUA e a Coreia do Sul a desistirem das provocações.
Desde de o início do ano os governos dos EUA e da Coreia do Sul vem
realizando, dia após dia, inúmeros exercícios militares conjuntos e manobras
militares de grande porte contra a Coreia Democrática.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, foi derrotado nas eleições
locais em julho por ter se excedido nos ataques à RPDC logo após o naufrágio
da corveta sul-coreana Cheonan no mês de março. Nas eleições sagrou-se
vitorioso o Partido Democrático, favorável ao diálogo e responsável pela
reaproximação do sul com o norte do país realizada pelos anteriores
presidentes Ho Moo Hyun e Kim Dae Jung ambos do Partido Democrático.
Em
menos de dois anos acontecerão no sul da Coreia novas eleições para a
presidência da República.
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