Força: “sem aumento real para o mínimo não haverá acordo” 

Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal, se reuniu com Mantega, que insistiu na tese do “corte de gastos” 

“Nós não faremos nenhum acordo que não tenha aumento real de salário em 2011”, afirmou Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical e Deputado Federal (PDT-SP), na quarta-feira, após reunião da Central com os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) e Guido Mantega (Fazenda), para discutir o aumento do salário mínimo.

O governo adiou para sexta-feira a reunião com as centrais, prevista para quarta, e decidiu reunir-se separadamente com cada entidade, antes da reunião conjunta.

De acordo com Paulinho, durante o encontro, o ministro Mantega reafirmou sua tese de corte de gastos públicos, e de contingenciamento, argumentando que um aumento do mínimo acima do proposto pelo governo (R$ 545) traria uma expectativa de inflação no mercado. Para o deputado, o ministro decidiu fazer as reuniões separadas para apelar e tentar convencer as centrais de aceitarem o valor proposto pela área econômica, de R$ 545. No entanto, afirmou Paulinho, não haverá acordo que não contemple a valorização do mínimo.

“O Mantega trouxe uma balinha pra reunião. Disse que, com contingenciamento, só pode dar balinha”, declarou Paulinho. O presidente da Força Sindical rejeitou a proposta e afirmou que “se o acordo é para valorização do salário, não pode ser baseado somente na inflação. Queremos revisão no período de crise, em que o PIB foi zero”.

O deputado afirmou também que aceitaria um acordo que antecipasse o aumento do mínimo de 2012, contanto que garanta aumento real para este ano. “Nós toparíamos fazer um acordo para os dois anos [2011 e 2012]. Mantinha a política para os outros anos, 2013 e 2014, mas 2011 a gente faria um valor que valeria para os dois anos e isso poderia ser anunciado desde já. Poderia ser uma parte de antecipação, mas tem que ter aumento real”, afirmou.

Na reunião com os ministros, também foi debatida a questão do reajuste da tabela do Imposto de Renda. Semana passada, Gilberto Carvalho propôs um reajuste de 4,5%. As centrais reivindicam 6,5%.

Mesmo após as declarações de Gilberto Carvalho, o ministro Mantega havia declarado que o governo não iria estudar alterações na tabela. Conforme Paulinho, na reunião de quarta, Gilberto Carvalho esclareceu que o episódio foi um mal entendido de Mantega, que tinha acabado de voltar de férias.

As seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, UGT e Nova Central) tiveram a primeira reunião com o governo no último dia 26. Conforme a presidenta Dilma Rousseff, o diálogo com as centrais está só começando. Nesta sexta, os representantes do movimento sindical realizam a segunda reunião com o governo.  

 

 

Primeira Página

 

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Expediente

Página 3

Dilma propõe pacto para erradicar a miséria e desenvolver o Brasil

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Página 4

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CARTAS

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ESPORTES

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Página 8

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