Agnelo lança ações emergenciais para reverter caos na Saúde do DF

Medidas anunciadas pelo governador Agnelo Queiroz vão desde a contratação de profissionais de saúde a recuperação de equipamentos, reforma e construção de novas unidades de atendimento

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), decretou estado de emergência na Saúde Pública e montou um gabinete de crise para tirar a capital federal do caos. Nas primeiras semanas do ano, o governador percorreu os hospitais para ver de perto os problemas e anunciar as medidas emergenciais - como a contratação de médicos e profissionais de saúde, impermeabilização de telhados, conserto de elevadores e reposição de estoques de soro, além de reforma, ampliação e construção de unidades de saúde.

“A situação é caótica. Tem goteira por todos os lados, até mesmo na UTI e na enfermaria. Vamos agir para dar celeridade à solução deste problema. As pessoas não podem continuar sendo tratadas desta maneira criminosa”, afirmou o governador, na sexta-feira, na vistoria ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Em que pese as ações tomadas pelo governo provisório entre julho e dezembro do ano passado, como a contratação de servidores e a regularização da compra de medicamentos, o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) - preso e cassado após ser flagrado recebendo e distribuindo propina - deixou a Saúde Pública do Distrito Federal em estado calamidade.

Equipamentos parados, instalações inadequadas, superlotação de pronto-socorro, falta de material esterilizado, espera de meses para realização e resultado de exames, estão entre os problemas que estão sendo enfrentados pelo novo governo. Para se ter uma idéia, 10 dos 12 tomógrafos do Distrito Federal estão parados, sem manutenção. O pronto-socorro do Hospital da Universidade de Brasília (HUB) está fechado há três anos. A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) tem goteira, assim como a enfermaria. No Hospital do Gama, equipamentos de oxigênio, monitores cardíacos e respiradores estavam encostados à espera de uma nova UTI, deixando quatro dos dez leitos inoperantes.


MEDIDAS
 

No Hospital Regional do Gama, Agnelo anunciou o acordo fechado com o Ministério da Saúde para garantir continuidade dos repasses, por parte da União, para a conclusão da reforma que vai ampliar a capacidade da UTI. De acordo com o governador, só a reforma do hospital não dará conta da demanda e a cidade satélite terá uma nova unidade dentro de dois anos e meio. “O telhado inteiro precisa ser trocado. A situação é inviável. Não é o caso de emergência, mas de calamidade pública. Tem goteira dentro do centro cirúrgico”, constatou.

Na sexta-feira, o governador anunciou a abertura, em 48 horas, de seis leitos de UTI no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). “Pagamos R$ 3 mil por dia por um leito de UTI na rede privada e ao ampliar leitos da rede pública, vamos economizar para investir em outras medidas”, avaliou o governador. As goteiras e infiltrações já têm verba separada, o teto será impermeabilizado e o pronto-socorro reformado.

O Hospital Regional de Sobradinho terá um novo plano diretor, contendo a ampliação do pronto-socorro e um bloco para abrigar a maternidade, centro obstétrico, berçário e banco de leite. “A situação é grave. Temos de fazer uma reforma para otimizar os espaços. Separar a área administrativa e a clínica para fora do bloco de atendimento emergencial. Para isso, vamos elaborar um plano diretor e garantir que não tenhamos puxadinhos”, esclareceu Agnelo em visita ao hospital. Por outro lado, a rede elétrica da unidade precisa de reparos. O governador informou que o tomógrafo está encaixotado há 19 meses por que a “rede elétrica não suporta a carga gerada pela subestação da CEB e há riscos de curtos circuitos. Mas vamos providenciar a solução desse problema imediatamente”.

Entre as medidas anunciadas nestas primeiras semanas estão a reabertura imediata do centro cirúrgico do Hospital Regional de Ceilândia e do pronto-socorro do HUB no primeiro semestre do ano, a ampliação para três turnos o atendimento no Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do HUB, e a abertura das quatro Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que já estão prontas em Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante em 60 dias. O governador determinou ainda a realização de concurso público e a nomeação dos aprovados em concurso que estão cadastro de reserva e a construção de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Ceilândia, nos próximos 100 dias e outras dez em todo o DF até o fim do ano.

MARIANA SOUZA


 

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