Centrais: “Nossa reivindicação ao governo de R$ 580 está mantida” 

Os representantes das centrais sindicais levam reivindicação ao governo na quarta 

As seis centrais sindicais - CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, NCST e UGT - chegam unidas nesta quarta-feira a Brasília para reivindicar do governo federal o aumento do salário mínimo para R$ 580.

Contra as tentativas de usar o reajuste do mínimo como moeda de troca pela correção da tabela do Imposto de Renda, as centrais responderam afirmando que não irão abrir mão da reivindicação.

A Força Sindical, em nota assinada pelo seu presidente e deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), afirmou que não aceitará a “nefasta proposta de trocar o reajuste do mínimo pela correção da tabela do IR”. “Reafirmamos nossa proposta de R$ 580 para o salário mínimo, correção de tabela do imposto de renda em 6,5% e reajuste de 10% para os aposentados e pensionistas que ganham valores acima do piso nacional”. De acordo com Paulinho, na reunião com o governo, “vamos insistir nestas três propostas. Entendemos que elas são essenciais para ajudar o país a crescer, distribuir renda e erradicar a miséria”.

Bandeira de alguns órgãos da mídia nos últimos dias, às vésperas da reunião das centrais com o governo, a troca do mínimo pela redução do imposto também foi repudiada pelo presidente da CTB, Wagner Gomes, que afirmou, que “o movimento sindical não vai abrir mão de nenhuma de suas reivindicações, pois significam a afirmação de um projeto de país que saiu vitorioso das urnas”.

Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, a pauta do movimento sindical é a da sociedade brasileira, que sagrou-se vitoriosa nas urnas contra o neoliberalismo e sua política de arrocho salarial e corte de direitos. “Diminuição do papel do Estado, tungada no Imposto de Renda, salário mínimo de R$ 545,00, desoneração da parte patronal para a Previdência, como está sendo proposto pela equipe econômica do governo, é pauta negativa, é tiro no pé do crescimento, da distribuição de renda, da justiça social. Queremos avanços. Estamos unidos para ampliar a pressão e não permitir a implementação da agenda dos derrotados nas últimas eleições”, sublinhou Artur.

A reunião desta quarta-feira foi marcada pelo governo após manifestação dos trabalhadores, que reagiram nas ruas ao valor de R$ 545, proposto pela equipe econômica. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, será o interlocutor da negociação com os sindicalistas.

Reafirmando a defesa pelo mínimo de R$ 580, o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, José Calixto Ramos, ressaltou que “a NCST vê com muita preocupação as determinações da equipe econômica do Governo Dilma Rousseff que apontam para o retrocesso quando aplica medidas neoliberais”. “Não tem sentido falar em diminuir o papel do Estado ou barrar a valorização do salário mínimo, insistindo no valor de R$ 545,00”.

Em encontro na manhã de segunda-feira com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lideranças das centrais reiteraram a necessidade de não haver recuo nos compromissos assumidos. “Valorizar o salário mínimo é também valorizar a saúde do trabalhador e de sua família. Contamos com o apoio do ministro em defesa dos R$ 580 necessários para afirmar esta visão de desenvolvimento, de inclusão, de justiça”, declarou o secretário de Políticas Sociais da CUT, Expedito Solaney.

O 1º secretário da Força Sindical e presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas do Estado de São Paulo, Sérgio Luiz Leite, lembrou ao ministro que “o aumento do mínimo para R$ 580 vai melhorar a distribuição de renda, a qualidade de vida dos trabalhadores e da sociedade em geral, ajudando também na erradicação da miséria, compromisso da presidenta Dilma”. 


 

Primeira Página

 

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Expediente

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CARTAS

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