FMI aprova mais US$ 30 bilhões para
a Polônia seguir “robusta e equilibrada”

    Para manter “robusta e equilibrada” a economia polonesa, o FMI aprovou na sexta-feira dia 21 nova linha de crédito de US$ 30 bilhões, “em meio a” – comenta a agência de notícias EFE – “temores de um possível contágio” dos “problemas de dívida” de várias nações europeias.

   Foi o terceiro empréstimo do FMI à Polônia em três anos, mais uma manifestação da “robustez” que ronda o país, e já experimentada, nos tempos recentes, na Grécia e Irlanda, mesmo que a contragosto. Anúncio que deve ter entusiasmado os poloneses mais que injeção de benzetacil no dedo mindinho.

   O primeiro empréstimo foi em maio de 2009: US$ 20,6 bilhões. Em julho de 2010, nova dose, de US$ 20,4 bilhões. John Lipsky, vice-diretor-executivo do FMI, asseverou que o governo de Varsóvia está comprometido “com políticas econômicas que preservem a estabilidade macroeconômica”. Tipo assim, privatizar, privatizar, privatizar, cortar aposentadoria, flexibilizar salários e pagar juro aos bancos.

   O elevado montante da linha de crédito “ajudará a Polônia a se defender dos riscos externos enquanto mantém sua atual estratégia macroeconômica”, insistiu Lipsky. Possivelmente se referindo aos fundos e bancos metidos nos ataques especulativos na Europa e à “estratégia” de atendê-los para aplacá-los, que mostrou toda eficácia em Atenas e Dublin. O empréstimo tem dois anos de validade. Em Portugal, o comunicado causou outra impressão: “vade retro”.