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Tarso concorda com professores e anuncia
concursos
O
governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), anunciou para os líderes
dos professores gaúchos a realização de concurso público para o
preenchimento de vagas no estado. Além disso, o governador concordou com
outros dois pontos da lista de reivindicações apresentada na primeira
reunião entre o governo e representantes da categoria, realizada na
segunda-feira (28), para debater as demandas dos trabalhadores da educação.
O resultado da reunião foi a
instalação de uma mesa de negociação, com a primeira reunião marcada para o
próximo dia 15 de março.
Na reunião com dirigentes do
Cpers/Sindicato (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do
Sul/Sindicato dos Trabalhadores em Educação), além da questão do concurso
público, o governo concordou com a revogação de uma portaria que dificultava
a participação dos professores em seminários de formação e a liberação dos
dirigentes sindicais.
De acordo com Tarso Genro, até
o dia 15 haverá “uma proposta mínima em relação aos demais pontos
apresentados no programa de reivindicações”.
Uma das reivindicações é que o
piso base nacional (R$ 1.596,00) seja o básico do plano de carreira para
professores e funcionários. “O piso é um processo de construção. Há um
compromisso de princípio com o piso dos professores, mas há também as
limitações das nossas possibilidades financeiras e, por isso, tem de ser
construído processualmente”, explicou o secretário da Educação, José Clóvis
de Azevedo.
O Sindicato formou um conselho
geral, no qual foram definidos 17 pontos da plataforma dos trabalhadores da
educação. Entre os pontos está a manutenção dos atuais planos de carreira de
professores e agentes educacionais; fim dos contratos emergenciais;
realização de concurso público, com imediata nomeação; rejeição ao sistema
de “meritocracia” e a reforma da previdência, entre outros.
“Nós esperamos que, na próxima
audiência, já possamos abrir o processo de negociação sobre o tema dos
salários e as condições de trabalho e de aprendizado para os alunos nas
escolas”, destacou a presidente do Sindicato, Rejane Oliveira.
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