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Líderes mundiais condenam
ingerência externa na Líbia
O presidente da Nicarágua, Daniel
Ortega, denunciou “a campanha terrível, pelo poder sobre o petróleo, enorme
riqueza do povo líbio”.
“Nestes dias em que tanto se fala
de bombardeios, que o exército da Líbia está disparando seus canhões, tanques,
artilharia contra o povo da Líbia, nenhum desses meios que querem a derrocada de
Kadafi têm conseguido apresentar uma única foto de aviões bombardeando o povo,
nem tanques, nem soldados metralhando”, frisou.
“A mídia repete que o povo líbio
está sendo bombardeado mas, o que sabemos, porque vemos, é que têm sido
bombardeados o povos do Iraque, e do Afeganistão. Sabemos porque vemos, que é
bombardeado o povo palestino na Faixa de Gaza. Na Líbia vemos um povo resistindo
com o líder da revolução, Kadafi, à frente”, expressou Ortega.
Hugo Chávez, opôs-se “às
pretensões intervencionistas” na Líbia: “Estou seguro que os EUA estão
exagerando e distorcendo para justificar uma invasão. Disseram que estão prontos
para apoiar as forças opositoras e que não descartam uma opção militar. Estão
enlouquecidos pelo petróleo líbio”.
O ex-presidente da Assembléia
Geral da ONU, ex-chanceler nicaragüense e sacerdote católico, padre Miguel d’Escoto,
condenou “as precipitadas declarações e recomendações inusitadas” contra a Líbia
na Comissão de Direitos Humanos em Genebra.
“Como membro do Comitê Assessor do
Conselho aí sinto-me muito incomodado pelo grande ‘show’ que acaba de se
concluir aí contra a Líbia”. D’Escoto questionou os que “hipocritamente querem
hoje ser vistos como defensores dos direitos humanos, não fizeram declarações
similares contra os EUA nem Israel?”.
O ocorrido em Genebra contrasta
com “as sensatas reflexões de Fidel Castro, e do chanceler russo, Serguei Lavrov,
no Conselho, pedindo que se permita ao povo líbio resolver, sem ingerências
externas os problemas que ocorrem no país”, destacou
O governo equatoriano alertou
sobre o risco de instrumentalização da ONU. Por isso, chama a Comunidade
Internacional a não permitir que uma aprovação de resolução hostil à Líbia sirva
de pretexto para tentativas de legitimar uma posterior intervenção. |