Partido de Sarkozy é derrotado nas eleições com 18,6%. PS tem 36,2%

Presidente francês começou a perder apoio desde que começou a implementar políticas neoliberais no país

As eleições regionais e locais em segundo turno realizadas na França no último domingo (27) consagraram ao Presidente François Sarkozy sua mais fragorosa derrota desde que se elegeu presidente em 2007.
 

Sarkozy começou a perder apoio popular desde que começou a implementar as políticas neoliberais no país. As “medidas de austeridade” de arrocho salarial, redução das aposentadorias e cortes no orçamento por ele tomadas foram rechaçadas pelos trabalhadores e a maioria dos franceses nas ruas aos milhões. O descontentamento popular foi agravado na última semana com a atitude belicista tomada pelo presidente francês ao atacar a Líbia.  Sarkozy pretendeu que a ação contra a Líbia lhe rendesse aplausos e votos no segundo turno das eleições regionais para daí alavancar sua candidatura à reeleição presidencial. O tiro lhe saiu pela culatra. Os franceses desprezam o alinhamento automático aos EUA e têm ainda na memória os tristes episódios da guerra de independência da Argélia contra o colonialismo francês.


TUNÍSIA
 

A reprovação da política externa do governo já tinha se manifestado há pouco tempo em relação ao apoio à ditadura na Tunísia mantido pela França até as vésperas da queda de Ben Ali.
 

O partido mais bem votado foi o PS – Partido socialista que presidirá 60 ou 61 dos 95 Departamentos. O PS teve 36,2% dos votos, o UMP de Sarkozy (de direita) obteve 18,6% da votação, a Frente Nacional, direita fascista, conseguiu 11,6% dos votos. A Frente de esquerda que reúne o PCF – Partido Comunista Francês, o Partido Radical de Esquerda, o Partido de Esquerda entre outros partidos menores também de esquerda acumularam 5,8% dos sufrágios. Os demais pequenos grupos de direita obtiveram 11,8% dos votos. Cerca de 16% de eleitorado votou nos Verdes, em independentes, em branco ou anulou o voto.
 

A União por um Movimento Popular – UMP do presidente francês perdeu o controle de três importantes departamentos para o PS, o dos Pirineus Atlânticos no sudeste do país, o Jura, no leste, e o departamento de ultramar da Ilha Reunião. 54% dos eleitores não compareceram às votações.
 

Martine Aubry, líder do PS, comemorou a vitória, recomendou humildade e disse que “os franceses mostraram sua desconfiança no presidente Sarkozy e seu descontentamento quanto aos rumos do país conduzidos pelo UMP. Sou hoje consciente do nosso dever de ser vitoriosos nas eleições presidenciais em 2012”, declarou a 1º Secretária do PS à imprensa. O Partido da Sra. Aubry ainda não definiu seu candidato presidencial e tem sofrido grande campanha midiática em favor de Dominique Strauss Kahn, Diretor-gerente do FMI, filiado ao PS. François Hollande e Segolènne Royal também disputam ser candidatos pela legenda.
François Copé, Secretário geral do direitista UMP também fez declarações à impressa. “Estou um pouco decepcionado. Eu desejaria melhores resultados”.


MENSAGEM DAS URNAS
 

O porta-voz do governo, François Baroin, afirmou estar também decepcionado com os resultados eleitorais para o UMP e o governo Sarkozy. “É necessário não subestimar a mensagem das urnas dirigida ao governo, mas seria loucura ter um outro candidato que não fosse Sarkozy às eleições presidenciais” de 2012.
 

Segundo pesquisa encomendada pelo governo francês ao Instituto IPSUS, François Sarkozy não se reelegeria em 2012, não chegaria ao segundo turno das presidenciais ficando com apenas 17% dos votos.

ROSANITA CAMPOS


 

Primeira Página

 

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Expediente

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Página 4

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Página 5

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CARTAS

Página 6

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Página 7

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Página 8

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