Ato pelo Estado Palestino reúne dois mil na capital paulista

O apoio ao reconhecimento do Estado da Palestina na ONU reuniu mais de duas mil pessoas em São Paulo, na terça. O ato começou no Teatro Municipal, onde uma gigantesca bandeira palestina foi aberta.

“O povo brasileiro está nas ruas para dizer que apoia a criação do Estado palestino. Viva a Palestina, a justiça, a paz e a liberdade”, declarou o presidente da CUT, Artur Henrique.

O presidente da UNE, Daniel Iliescu, destacou: “Os amantes da paz e da vida, se mobilizam pelo fim do genocídio praticado por Israel”. Representando a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Rosane Bertotti, destacou que a “amplitude demonstrada neste ato é fundamental para conseguirmos derrotar a política de terrorismo de Estado e apartheid adotada por Israel”.

O secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna), sublinhou o sentimento de “paz e solidariedade, a busca de entendimento entre os povos, a voz e o grito de justiça em defesa da Palestina livre”. “As agressões torpes do Estado de Israel contra os palestinos têm o financiamento do governo dos EUA, pois o imperialismo não quer que haja paz na região”, afirmou o presidente estadual da CGTB, Paulo Sabóia.

O vice-líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, Marcos Martins, denunciou o muro da vergonha com que Israel reproduz a política de apartheid utilizada pela elite branca contra os negros na África do Sul e enfatizou que “não haverá paz sem que haja o reconhecimento da Palestina”.

Em nome do PSB, Arnaldo Saldanha, frisou que ao votar pelo reconhecimento do Estado palestino o governo brasileiro está manifestando o seu compromisso com a paz, o desenvolvimento e a justiça. Representando o Partido Pátria Livre (PPL), Nathaniel Braia destacou que “chegou a hora do alvorecer de uma nova era dos povos, livres do imperialismo”.

“Os mesmos que trabalham na ONU contra o reconhecimento do estado palestino são os que jogam bombas na Líbia e financiam a conspiração na Síria”, acrescentou.

O presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, lembrou que “são mais de 60 anos onde o povo palestino suporta sofrimentos, privações e perseguições”. Agora, frisou, é o momento de que seja feita a reparação desta injustiça.

O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, destacou que “a partir de hoje, a luta pelo estado palestino independente, livre e com Jerusalém como capital ganha nova dimensão”. Ibrahim agradeceu o apoio de “Lula, Dilma e do povo brasileiro” e enfatizou que é chegada a hora de libertar Israel do belicismo de seus mandatários de direita. “Israel precisa ser libertado dos que querem continuar a matança. Nós queremos nossos filhos empregando sua inteligência para a vida, não para a arte de matar”.


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