Servidores se reúnem dia 10 e lançam campanha por aumento 

Entidades preparam mobilização contra arrocho salarial. Data do lançamento da campanha será definida no encontro 

As entidades que representam o conjunto dos servidores públicos federais se reúnem em Brasília, na próxima terça-feira (10), para organizar uma ação conjunta para barrar a política de arrocho contra o funcionalismo. O encontro, na sede da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), tem como objetivo ampliar a unidade e definir uma estratégia para enfrentar a tentativa do governo de impor mais um ano sem reajuste salarial das carreiras de Estado.

Os dirigentes sindicais vão discutir a melhor data para o lançamento da campanha salarial unificada, que deve mobilizar servidores de todo o Brasil. Além do aumento nos vencimentos, que de acordo com a Constituição deve ocorrer anualmente – com índice que garanta pelo menos a reposição da inflação, as entidades pretendem fortalecer a luta em torno de reivindicações que se arrastam sem nunca serem atendidas.

“O discurso de arrocho traz tensão na relação do governo com milhares de trabalhadores das categorias que têm processos de negociação abertos no Ministério do Planejamento”, denunciou a direção da Condsef, lembrando que depois das declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, contrárias ao reajuste dos servidores federais no ano passado, foi a vez da própria presidente Dilma Rousseff dizer que o governo não pretende conceder aumentos também em 2012.

Segundo a entidade, o governo “tem reforçado cada vez mais o discurso de que o maior obstáculo para o Brasil enfrentar a crise (internacional) são os servidores públicos” e o funcionalismo deve se unir “para apontar os verdadeiros culpados e denunciar os problemas que impedem o adequado investimento na administração pública”.

“Para combater os obstáculos impostos pelo governo e afastar o fantasma do arrocho, todos devem saber que a unidade é indispensável, não só na base da Condsef, como de todos os setores da administração pública. Uma vez unidos, os servidores devem partir para a ação imediata. Sem a pressão necessária, o funcionalismo corre sérios riscos de reviver uma era de congelamento salarial”, alertou.

Entre as entidades unidas em defesa dos servidores e dos serviços públicos estão ASSIBGE-SN, Andes-SN, ANFFA-Sindical, Asfoc, CNTSS, Confelegis, Fasubra, Fenale, Fenalegis, Fenasp, Fenajufe, FENASTC, Mosap, Proifes, Sinal, Sinait, Sintracen, Sinasef, Sindilegis, Sinafisco Nacional, Sindreceita, Sinasepu e Unacom-Sindical, que juntas representam trabalhadores em todos os setores do executivo, legislativo e judiciário.

Em 2011, mais de 20 entidades nacionais se uniram em torno das bandeiras do funcionalismo. A expectativa, a partir dos debates em Brasília, é ampliar essa mobilização e desencadear as ações que farão parte da campanha em defesa dos servidores, para derrotar o arrocho e reforçar a luta das categorias em todo o país.

A Condsef, por exemplo, já iniciou a preparação de uma greve por tempo indeterminado dos setores vinculados à entidade, que pode ser iniciada caso o cenário político aponte para a falta de avanço no processo de negociação, que também inclui temas como diretrizes de carreira, gratificação de qualificação (GQ), retribuição de titulação (RT), racionalização de cargos e outras reivindicações.


Capa
Página 2
Página 3 Página 4 Página 5 Página 6 Página 7 Página 8