CARTAS

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O assunto

 Vamos logo ao assunto com maior urgência. É preciso mobilizar os estudantes, trabalhadores e a população em geral e fazer uma manifestação em frente ao escritório da ANP, exigindo o contrato com essas empresas norte-americanas que estão sabotando a Petrobrás, e expulsar esses entreguistas traidores com urgência. Esses traidores não podem continuar depois desse desastre. Só há um caminho: fora com os traidores da ANP. Fora os traidores do Brasil. Muito obrigado pela atenção.

Manuel Cavalcante Neto – São Paulo, SP

 

Telesur

 Li com muito interesse a resposta ao leitor Sérgio A. Barão na edição 3022 sobre como captar a Telesur. Gostaria de saber se tem algum lugar aqui no Rio onde se possa fazer o mesmo. Muitíssimo obrigado.

Marcelo Amadeo - Rio de Janeiro, RJ

Nota da Redação: Leitor, encaminhamos sua mensagem ao diretor da Telesur, o grande Beto Almeida. Logo que ele nos responder, prometemos publicar também um manual do escoteiro-mirim dos espectadores da Telesur que moram no Rio.

 

STF

 Recentes decisões como o retorno de Jader Barbalho ao Senado e a limitação imposta à Dra. Eliana Calmon, do CNJ, mostram que o Supremo Tribunal Federal nem sempre está do lado da lei e da justiça. Há muitos anos o Supremo vem tomando decisões contrárias à moralidade e favoráveis a corrupção, e que causam profunda indignação à população deste país. Mas agora acho que está passando dos limites. Chega de corporativismo, nepotismo e menosprezo aos interesses populares. Algo precisa mudar para evitar que apenas uma ou duas pessoas possam causar tanto desgosto e decepção, talvez a própria constituição.

Habib Saguiah Neto – Marataízes, ES

Nota da Redação: Compreendemos perfeitamente a sua intenção, leitor, que é a melhor possível. Mas, no caso do senador Jader, a lei não poderia ter efeito diferente daquele de outros casos semelhantes, só porque o implicado é o Jader. É o que se chama a “impessoalidade” da lei – ou, nas palavras de Saint-Just, “um governo de leis e não de homens”. Quanto à questão do CNJ, o que o Supremo fez até agora foi reservar a esse conselho o papel de segunda instância nas investigações – a primeira sendo exercida pelas corregedorias. O que significa investigar quando haja acusação. As duas decisões são razoáveis. Já em outras, o leitor tem razão. Mas não nessas.

 

Desastres

 Além dos esforços do MCT em melhorar a qualidade e agilidade das informações metereológicas e da Defesa Civil em auxiliar nossos concidadãos em momento tão grave, sugiro um pacto federativo, liderado pela Presidente Dilma, para implementar, imediatamente, diversas outras providências, tais como: 1 – demolir toda construção a menos de 500 metros de todos os rios, riachos, córregos, açudes, lagoas, barragens e praias de todo o país; 2 – agir fortemente junto aos municípios para que não sejam mais omissos e que não mais permitam nenhuma construção nas referidas áreas; 3 – construir barragens ao longo dos rios; 4 – limpar a calha de todos os rios; 5 – realizar dragagem dos rios; 6 – implementar a coleta seletiva de resíduos sólidos em todos os municípios; 7 – abolir o lançamento de esgotos nos rios; 8 – realizar dragagem pluvial; 9 – instalar redes de esgoto sanitário e de água potável em todas as cidades; 10 – não permitir ligações de água, luz, TV, gás e telefone em áreas de risco; 11 – retirar todas as moradias localizadas em áreas de risco etc.

Edivan Batista Carvalho – por correio eletrônico

Nota da Redação: Tudo bem, leitor. Mas ajudaria um pouco se o governo, para pagar juros aos bancos, deixasse de bloquear verbas para a prevenção de enchentes e demais desastres. Com o que foi efetivamente liberado em 2010 - 5,6% do total que está no Orçamento, que já não era grande coisa - a surpresa é que a situação não esteja pior.


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