Alemanha: 25% da força de trabalho tem emprego precário

A Alemanha institucionalizou a precarização do trabalho e 7,3 milhões de alemães – na maioria jovens -, 25% da população economicamente ativa, sobrevivem com os chamados “mini jobs” (mini empregos), contratos temporários com um pagamento médio de 230 euros mensais e máximo de 400 euros. Nesse contrato, o empregador fica isentado de impostos e só tem de pagar 120 euros à seguridade social; a contribuição do trabalhador é voluntária.

De acordo com a professora de economia Julia Evelyn Martinez, “os mini empregos se encontram entre os principais fatores que explicam a persistência da pobreza e o aumento da desigualdade na Alemanha”. Um salário tão baixo que essas pessoas têm de recorrer à ajuda da família para subsistir, ou ao auxílio aos desempregados conhecido como Hartz IV.

Estudo da Associação de Assistência Pública Paritária, divulgado no dia 21 de dezembro, revelou que a pobreza está em alta inclusive na região ocidental do país e que em Berlim cresceu 13% em seis anos. Um em cada cinco berlinenses está no limiar da pobreza. O aumento da desigualdade se expressa ainda em que a parcela da população remunerada com o salário mínimo cresceu consideravelmente.

Um informe do ministério federal de Assuntos da Família, Terceira Idade, Mulher e Juventude assinalou que, diferentemente do que se achava, os mini empregos não estão cumprindo a suposta missão oficial de ser uma ponte para a inserção laboral das mulheres até um emprego permanente.
 


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