Luiz Aubert Neto, presidente da Abimaq:

“País desenvolvido só se constrói com uma indústria forte”

“Não é nenhum exagero afirmar que o modelo praticado atualmente é um ato de vandalismo econômico contra a indústria brasileira, que levou décadas para ser construída, mas que corre o risco de desaparecer em curtíssimo espaço de tempo, por conta de um modelo econômico equivocado que privilegia o investimento especulativo e não produtivo, incentiva a exportação de commodities, escancara as fronteiras para a entrada de bens industrializados importados e penaliza a manufatura em território brasileiro”, afirma Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), em artigo publicado no site da entidade, sob o título “Mobilização contra a desindustrialização, uma manifestação mais do que necessária!”. Segundo ele, “trata-se de um ato de vandalismo econômico porque diagnósticos e boas propostas para minimizar a perda de competitividade não faltam”.

“É fato que o problema se agravou e agora não é só a indústria de máquinas e equipamentos que sofre na pele os efeitos da invasão de produtos importados. Infelizmente, a constatação é a de que toda a indústria de transformação corre risco de extinção”, diz o empresário. “A ABIMAQ e outras entidades de classe já elaboraram e discutiram com o governo diversos trabalhos bem fundamentados com o objetivo de dar solução para questões como a valorização do Real frente ao Dólar, Juros Altos, Custo Brasil, Defesa Comercial, Incentivo ao Investimento, Conteúdo Local, Desoneração dos Investimentos, Incentivos às exportações e tantas outras questões que poderiam dar isonomia ao fabricante nacional frente aos concorrentes estrangeiros. E tudo que queremos com essas propostas é isonomia, apenas isonomia. Não estamos pedindo proteção ou reserva de mercado, apenas queremos ter o direito de concorrer em condições de igualdade. Será que é pedir demais? Cabe lembrar o recente caso da EMBRAER, em que os EUA cancelaram um pedido de US$ 350 milhões, com a determinação de que o a compra fosse colocada no mercado americano e um Senador norte americano justificou a decisão: “em um momento de crise internacional, não podemos admitir que um pedido desta grandeza seja colocado em outro país. Precisamos gerar empregos para os norte americanos”.

Sobre as manifestações dos empresários e trabalhadores contra a desindustrialização destacou: “Em uma aliança inédita entre capital, trabalho e estudantes, realizaremos grandes atos públicos em diversas capitais do País para chamar a atenção da sociedade e do governo para a necessidade de uma política industrial eficaz e de mudanças emergenciais na política econômica, que possam reverter o atual cenário de desmantelamento do tecido industrial”.

“Acreditamos que ainda é possível reverter o atual quadro de desindustrialização, mas é preciso mobilização, é necessário que toda a classe empresarial se engaje neste movimento, indo às ruas nas datas que serão oportunamente divulgadas e incentivando os trabalhadores de suas empresas a participarem”, ressaltou.

“Um país rico e desenvolvido só se constrói com uma indústria de transformação forte e que gera empregos de qualidade para o seu povo, por isso o momento é de irmos às ruas, todos juntos, empresários trabalhadores e estudantes, em defesa da indústria, do emprego e de um Brasil melhor para as futuras gerações”, diz o dirigente da Abimaq encerrando o artigo.


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