Deputado já tem 136 apoios para criar a CPI das ligações entre contraventor e políticos   

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB/SP) afirmou que a CPI do Cachoeira, proposta para investigar as ligações políticas do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, deve sair do papel nesta semana. O deputado disse que já conseguiu 136 das 171 assinaturas necessárias para protocolar a CPI e calcula que pode chegar a 200.

O objetivo da comissão é apurar o envolvimento de políticos em crimes desvendados pela Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que investiga a exploração de máquinas caça-níqueis em Goiás. Segundo o deputado, a ideia inicial da CPI era ser mista, com deputados e senadores, “mas houve resistências no Senado”. O senador do Dem, Demóstenes Torres (GO), é um dos principais alvos das investigações. A Operação Monte Carlo da PF, através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça, descobriu que o líder do Dem no Senado trocou 298 telefonemas com o bicheiro e que o contraventor também presenteou o senador com uma cozinha importada dos EUA, no valor de US$ 27 mil (cerca de R$ 46,7 mil). “Sou amigo dele há anos”, admitiu Demóstenes em discurso no Senado.

“A CPI será um ponto de apoio para a investigação da Polícia Federal. Eu sei o que é investigar gente poderosa, sem apoio político às vezes o delegado perde as condições de seguir investigando”, disse Protógenes.

O deputado acha que será mais fácil instalar a CPI do Cachoeira do que a da Privataria, que teve o pedido protocolado no fim de 2011 e aguarda decisão da presidência da Câmara dos Deputados para ser instalada. “A CPI do Cachoeira mexe com financiamento de muita gente no Congresso. Mas a da Privataria é pior, ali é a estrutura dos crimes financeiros que seria exposta, gente muito mais poderosa”, avaliou.

Protógenes Queiroz acrescentou que a CPI da Privataria corre o risco de ser instalada só depois da eleição. “O PT não quer instalar agora, pra não parecer que está apelando contra o Serra, pra ganhar a eleição em São Paulo”, ressaltou, em entrevista a Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador.

Indagado se, depois de novembro, o presidente da Câmara Marco Maia (PT/RS) terá interesse de instalar a CPI da Privataria, o deputado respondeu que não tem como não instalar. “Entreguei número regimental de assinaturas. Se não instalar, há a possibilidade de ir ao STF pra obrigar a instalar”, avisou Protógenes.


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