CUT convoca mobilização contra os juros altos e arrocho salarial 

Centrais se encontram com presidente esta quarta 

“A redução do crescimento do PIB para insignificantes 2,7% é resultado da política de aumento de juros, restrição ao crédito, arrocho salarial e corte nos investimentos”, afirmou a Central única dos Trabalhadores (CUT) em carta aberta divulgada nesta segunda-feira.

A central convoca os trabalhadores a se somarem à mobilização nacional organizada pelos servidores federais e à paralisação dos profissionais da educação “contra o arrocho e por aumento real de salário”, iniciando assim a jornada de lutas da CUT de 2012.

Para a entidade, essa política praticada pelo governo representa “uma orientação recessiva que cobra seu preço no aumento do desemprego, da desindustrialização e da desnacionalização”.

“Temos, portanto, uma responsabilidade redobrada para a organização da luta por mudanças estruturais, centradas na defesa da valorização do trabalho com distribuição de renda, de valorização dos serviços públicos e dos servidores”, afirma a carta.

 “Não podemos permitir retrocessos nem que o país fique sem mecanismos de defesa diante da crise financeira em que se veem mergulhadas as economias dos países capitalistas centrais com seu receituário neoliberal, de arrocho e precarização de direitos. Assim como não podemos permitir a implementação da agenda dos derrotados nas últimas eleições, de privatizações e diminuição do papel do Estado”, afirma a CUT.

“Defender o protagonismo do Estado e o fortalecimento do mercado interno, com a redução dos juros e do elevado superávit primário – que recentemente corroeu mais R$ 55 bilhões do Orçamento brasileiro, dinheiro da Saúde, da Educação e demais áreas sociais aos especuladores – é tarefa de todos e de todas”, ressalta.

Nesta quarta-feira, as centrais sindicais se reúnem com a presidente Dilma Rousseff e a expectativa das centrais e sindicatos representantes do funcionalismo é de que haja avanço nas negociações.

A partir desta terça-feira, informa a Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), os servidores “iniciam uma semana de mobilização e luta em busca de avanços nos processos de negociação com o governo. Nos estados vão acontecer assembleias que discutem a situação da categoria e a necessidade de se iniciar uma paralisação por tempo indeterminado a partir de abril”. Entre terça e quinta as entidades que compõem o fórum nacional em defesa dos servidores públicos realizam corpo a corpo no Senado: “O objetivo é buscar apoio para aprovação da aposentadoria integral para servidores afastados por invalidez permanente e também para a derrubada do PL 1992/07 que no Senado recebeu o nome de PLC 02/12. O projeto prevê a privatização da previdência no setor público”.

Em sua convocação, a CUT conclui ressaltando que “esta é a nossa agenda contra os ventos neoliberais de ajustes fiscais, que sopram desde os EUA e da Europa para salvar os bancos e transnacionais, com sua política de demissões massivas, arrocho nos salários, cortes nos direitos e benefícios”.


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