Afeganistão: soldados dos EUA
  chacinam 16 civis em Kandahar
 

 Assassinato em massa em casas distantes de até 2 quilômetros entre si seguido da queima dos corpos não foi nem eventual nem crime de um só homem

Dos dezesseis civis assassinados por soldados dos EUA na província de Kandahar, onze corpos foram queimados depois de envolvidos em roupas e lençóis. Nove entre os mortos eram crianças.
 

O assassinato cometido no distrito de Panjwae, mais precisamente nos vilarejos de Najibian e Alokozi, ocorreu por volta das 3 horas da madrugada do domingo.
 

O jornalista Bashir Nadim do site Pajwok Afghan News cita o testemunho Habibullah, de Najibian, descrevendo que soldados norte-americanos percorreram duas casas em seu vilarejo “matando mulheres e crianças” e mais uma em Alokozi.
 

“Os estrangeiros mataram 11 pessoas no vilarejo de Najibian”, afirma Habibullah.
 

Um dos moradores enlutados Nazar Mohammad, declarou: “os soldados entraram na casa de meu irmão Lal Mohammad e mataram a ele, sua mulher e filhos. O ataque foi quando eles estavam dormindo”.
 

Syed Jan tinha saído de sua casa no vilarejo Alokozi para ir a Kandahar fazer compras. Deixou mulher e parentes em sua casa, que também foi atacada pelos invasores norte-americanos.
 

“Entraram em minha casa à noite, matando minha mulher, um irmão, um sobrinho e um primo. Também atiraram e feriram dois outros familiares”, afirmou Jan.
 

Depois da ira local e repercussão profundamente negativa da covardia, o comando da ocupação declarou que “foi um incidente” e que foi uma ação isolada de um soldado que “teve um colapso nervoso”.
 

Não é o que concordam as testemunhas locais (já citadas) nem mesmo parlamentares regionais. Abdul Rahim Ayubi, do parlamento da provincial de Kandahar, declarou:
 

“Não é possível para um único soldado americano sair de sua base, matar um número de pessoas distantes, queimar seus corpos, ir a outra casa matar mais civis e ainda andar 2 quilômetros entrar em outra cada, matar civis e atear fogo nos corpos”.
 

Abdul Ghani, que ocupa cargo similar a vereador no distrito de Panjwai, relata que os moradores informaram de dois grupos de soldados.
 

“Muitos moradores me relataram que ouviram tiros de metralhadora e de pistolas em diferentes direções”, disse Ghani. Além disso os testemunhos relatam de helicópteros sobrevoando as casas antes do ataque dos soldados.
 

A chacina foi cometida no momento em que ainda ecoam os protestos pela queima de livros do alcorão na base de Bagram há muito pouco tempo, mais precisamente no dia 21 de fevereiro.
 

No caso de Kandahar, foi, segundo a Casa Branca, uma “insanidade” de um indivíduo, no caso de Bagram “uma ignorância” de um grupo. Do mesmo modo arrumaram desculpas esfarrapadas para os que posaram diante de uma bandeira das SS nazistas, os que andaram com fotos de afegãos chacinados dentro de sua carteiras, ou falanges de dedos, os que participaram da barbárie que consistiu em urinarem em grupo sobre cadáveres afegãos.
 

Invadem, matam às centenas de milhares, torturam, sequestram, e fazem de tudo para humilhar a população vítima de seus ataques e sua rapina mas dizem que todo esse comportamento nazista é para defender os direitos humanos – exemplo dos EUA para o mundo.
 

NATHANIEL BRAIA


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