Espanhóis vão às ruas contra decreto que facilita demissões e corta direitos

 Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas de mais de 60 cidades da Espanha no domingo (11) - 500 mil na capital Madri - contra o decreto com que o governo de Mariano Rajoy “barateia as demissões e retira direitos históricos dos trabalhadores”.

Sindicalistas, funcionários públicos, estudantes, desempregados e militantes dos movimentos sociais alertaram o governo para os descaminhos da política de submissão ao sistema financeiro, que amplia o arrocho e o descontentamento popular, fortalecendo a mobilização rumo à greve geral de 29 de março.

Desde que assumiu o poder em dezembro, o direitista Partido Popular (PP), aprovou uma série de medidas antipopulares com aumento geral de impostos, cortes drásticos nos serviços públicos básicos, enfraquecimento do poder de representação dos sindicatos e escandaloso favorecimento dos interesses das grandes empresas e bancos.

Entre outras entidades, as manifestações foram convocadas pelas centrais sindicais Comissões Operárias (CCOO) e União Geral de Trabalhadores (UGT). O centro de Madri ficou abarrotado, com milhares de vozes entoando a plenos pulmões hinos da classe operária como a Internacional. O mesmo espírito e compromisso uniu e levou multidões às ruas de Barcelona, Valencia, Sevilla, Granada, Córdoba, Málaga, Santiago de Compostela e outras 60 cidades.

Conforme os dirigentes sindicais Cándido Méndez e Ignacio Fernández Toxo, a reforma trabalhista irá provocar uma “regressão social permanente e para toda a vida” diante da capitulação do governo à lógica do sistema financeiro de jogar sob as costas dos trabalhadores o ônus da sua crise.

 


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