Roma: 50 mil metalúrgicos e estudantes
repudiam governo de Mario Monti e a Fiat

Mais de 50 mil trabalhadores e estudantes italianos responderam ao chamado do Sindicato dos Metalúrgicos e marcharam, sexta-feira, da Praça da República até a Praça San Giovanni, contra o governo de Mario Monti e a Fiat, que têm atuado alinhados para arrochar salários e cortar direitos.

Vigiados e filmados durante todo o percurso, os manifestantes reiteraram durante o dia de greve geral, a defesa dos direitos trabalhistas, atacados pelo gerente geral da Fiat, Mario Marchionne, que ameaçou com o fechamento de mais duas fábricas na Itália.

Ao longo do trajeto, os manifestantes ergueram um polvo gigante com a inscrição “Finanças globais”, que carregava em seus tentáculos bonecos com as caras de Monti, da chanceler alemã Ângela Merkel e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Na frente de um dos bancos foram fixados cartazes “Com os desejos de uma imediata bancarrota”.

A Federação de Empregados e Operários Metalúrgicos (Fiom), organizadora da greve, vem sendo perseguida pela direção da Fiat que, em flagrante ação ditatorial e antissindical, está impedindo o retorno ao trabalho de associados à entidade. Uma das principais reivindicações do movimento é precisamente que o governo não mexa no artigo 18 do estatuto dos trabalhadores, que garante a estabilidade no emprego.

Desde que a Fiat passou a ser sócia majoritária da norte-americana Chrysler, a multinacional olha com redobrada atenção o mercado estadunidense e latino-americano - onde o custo da mão de obra é muito menor do que na Itália - chantageando seus funcionários com o fantasma do desemprego, para que abram mão de direitos históricos.

Ao encerrar o protesto, o secretário da FIOM, Maurizio Landini, disse que “Marchionne deveria manifestar sua disposição de abrir diálogo com os trabalhadores, além de fazer novos investimentos na Itália e respeitar as liberdades sindicais”.

Conforme Oliviero Filiberto, secretário geral do Partido dos Comunistas Italianos, “os direitos dos trabalhadores são o centímetro com o que se pode medir a democracia”.
 


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