Tarso começa mobilização contra penúria dos Estados causada pelas suas dívidasO governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), está convocando uma reunião com os demais governadores para discutir uma estratégia conjunta visando a reestruturação da dívida dos estados com a União. O encontro deve acontecer em Brasília ou Porto Alegre nas próximas semanas. Tarso afirmou que os governadores de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD); da Bahia, Jaques Wagner (PT); e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), já confirmaram presença. “A união deve demonstrar seu apreço em direção a um pacto federativo democrático e propor tratativas conjuntas, para que a dívida seja reestruturada e o percentual incidente sobre a receita líquida dos estados seja significativamente rebaixado, permitindo, assim, mais investimentos em saúde, segurança, educação e infraestrutura”, argumentou. Tarso Genro informou sobre a mobilização na última terça-feira (13), durante a primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) do estado. Além do pleno do Conselho, estavam na reunião os ex-governadores Olívio Dutra (PT) e Germano Rigotto (PMDB). Eles falaram do período em que enfrentaram dificuldades no governo, para pagar a dívida com a União. A dívida do Rio Grande do Sul com o governo federal, que em 1998 era de R$ 11 bilhões, atualmente supera R$ 40 bilhões, embora o estado venha comprometendo 13% de sua receita líquida para quitar o débito desde a repactuação. “Quando chegamos ao governo, a dívida saltou de um comprometimento de 5,9% com a receita líquida para 15,4%”, lembrou Dutra, apontando como causa desse salto o crescimento abusivo dos juros a partir de 1999, quando assumiu a chefia do executivo. Germano Rigotto lamentou que, embora tenha desembolsado mais de R$ 6 bilhões ao longo de quatro anos (2003 a 2006) para o pagamento à União, a dívida não diminuiu. Na avaliação do ex-governador, Tarso deve mobilizar outros governadores para reivindicar que a taxa de juros sobre a dívida seja inferior ao índice atual de 6% ao ano. Outra mudança importante apontada por ele seria a adoção do IPCA como indexador, em detrimento do IGP-DI. “Daríamos um oxigênio para os estados conseguirem investir e enfrentar muitos gargalos”, disse Rigotto. Ao final da reunião, o pleno do CDES aprovou uma nota, que procurou sintetizar as opiniões dos conselheiros, além dos ex-governadores e secretários de Estado. O documento recomenda a renegociação, enumerando alternativas a serem construídas nacionalmente sobre a forma de pagamento da dívida dos estados com a União. Entre as propostas, estão a alteração da base de cálculo da receita líquida real, deduzindo os recursos comprometidos constitucionalmente; redução do percentual de comprometimento com a dívida de 13% para 9%, com revisão do prazo de pagamento; mudança de indexador do IGP-DI para o IPCA; e criação de um programa de investimentos de interesse da União e dos estados, cujos recursos estaduais aplicados seriam abatidos do valor do pagamento da dívida. Na quarta-feira (14), Tarso recebeu para jantar no Palácio Piratini os ex-governadores do Estado, Jair Soares, Pedro Simon, Alceu Colares, Olívio Dutra e Germano Rigoto, e recebeu apoio de todos eles para a mobilização pela reestruturação das dívidas estaduais. |
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Capa
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Juro e câmbio
atingem emprego no centro industrial do país: -3%
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Para Nakano, Selic é armadilha que trava crescimento do país Mantega diz no Senado que juros vão continuar caindo Mafioso Cachoeira habilitou o nextel de Demóstenes nos EUA Múlti engana índios e compra direitos sobre terras brasileiras Expediente
Deputado quer punição exemplar para os assassinos de Joaquim
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Prefeitos pedem a Alckmin que o assassinato de Ricardo Joaquim não fique impune Presidente da Assembleia-SP lamenta o “brutal assassinato” e se solidariza com familiares UNE e CGTB repudiam o bárbaro crime político Dilma recebe homenagem no Senado e dá posse ao novo ministro da reforma agrária Amaury Jr: Preciado recorre a banco ilegal para internar US$ 1,3 mi Tarso começa mobilização contra penúria dos Estados causada pelas suas dívidas Brasil reafirma apoio à Argentina pela soberania sobre as Ilhas Malvinas
SP:
panes no Metrô e na CPTM prejudicam 195 mil passageiros
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Bancada do PR na Câmara não irá para a oposição, afirma líder Lincoln Portela Anvisa proíbe venda de cigarros com aditivos de sabor Maria do Rosário pede revisão de relatório e põe fim à tentativa de manobra contra construção de Belo Monte PSDB desmonta a TV Cultura - ALTAMIRO BORGES CARTAS
Centrais pedem a Dilma
medidas para barrar a desindustrialização
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Uma observação sobre PIB e inflação Sindicalistas criticam em Brasília projeto que permite terceirização de atividade-fim Greve dos professores exige cumprimento da Lei Piso e mais verba para a Educação Após fusão Telefônica/Vivo inicia processo de demissão de 1.500 ESPORTES
Governo sírio: “terroristas executaram 45 em Homs”
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“Oposição” engendrada pela CIA já briga por dinheiro Tropas da ocupação de Israel atiram e ferem em funeral na Faixa de Gaza Colombianos divulgam manifesto por saída pacífica para o conflito Impunidade imperial: invasor desintegra a Líbia(I) - STELLA CALLONI*
Obama acoberta os assassinos de mulheres e crianças
em Kandahar
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Executivo do Goldman Sachs: cresce no banco quem vende mais papéis podres Déficit em conta corrente dos EUA no 4º trimestre foi o maior desde 2008 Sarah Flounders: “EUA comete atos criminosos contra o Afeganistão, a Síria, Iraque e Líbia” Índia quebra monopólio da Bayer e custo de remédio de câncer cai de US$ 5.000 para menos de US$ 200 Atolado no Afeganistão, presidente dos EUA encena ameaças contra o Irã durante visita de David Cameron Rússia e RPDC trabalham em conjunto por segurança nuclear Pelo fechamento da Otan |