Anvisa proíbe venda de cigarros com aditivos de sabor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (13) proibir o uso de aditivos de sabor como o mentol e o cravo nos cigarros comercializados no Brasil.

Os fabricantes terão até 18 meses a partir da publicação da norma para adequar a produção. A partir daí, eles terão mais seis meses parar tirar do mercado nacional todos os cigarros com essas substâncias.

Na avaliação dos especialistas técnicos da Anvisa, baseados em estudos científicos, os aditivos não fazem mais mal ao organismo que um cigarro sem eles, mas são usados para “atrair” novos fumantes - principalmente os mais jovens.

Participaram da audiência uma série de pesquisadores de diversas áreas da saúde que falaram sobre os riscos do tabagismo. O principal argumento em defesa da proibição é a capacidade do sabor de tornar o produto mais agradável aos iniciantes. Segundo o médico pediatra do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP), João Paulo Becker Lotufo, 1,5 % da população entre 7 e 10 anos está tendo experiência com o tabaco. “Qualquer produto que facilite o jovem de utilizar o tabaco deve ser banido. Não deve ser apenas restringido.”, afirmou Lotufo.

“Os aditivos no tabaco são armadilha para que nossas crianças comecem a fumar. Colocar morango, menta canela, açúcar diminui a irritabilidade, aumenta a aceitação a desse produto e promove a experimentação”, afirmou a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz, Vera Luíza da Costa e Silva.


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