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Sindicalistas
criticam em Brasília projeto que permite terceirização de atividade-fim
Os dirigentes das centrais sindicais se reuniram
nesta quarta-feira, em Brasília, com o deputado Ricardo Berzoini (PT-SP),
presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da
Câmara, e reivindicaram a não aprovação do Projeto de Lei 4330/04, de autoria do
deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que legaliza a terceirização nas atividades-fim
das empresas.
Os sindicalistas alertaram o parlamentar que as
empresas terceirizadas não cumprem a legislação trabalhista, submetem os
trabalhadores a salários mais baixos e a jornadas de trabalho excessivas. Além
disso, os terceirizados não gozam dos mesmos direitos assegurados aos empregados
diretos, afirmaram os sindicalistas.
“Além de precarizar os direitos dos
trabalhadores, a terceirização tem enorme impacto social, uma vez que reduz
salários e o terceirizado é discriminado em todos os espaços da empresa e na
sociedade. Continuaremos firmes e contrários à regulamentação da terceirização
de forma desenfreada”, declarou o presidente da Central Brasileira de
Trabalhadores e Trabalhadoras (CTB), Wagner Gomes.
Conforme os dirigentes sindicais, se aprovado,
projetos como o PL ou seu substitutivo, de autoria do deputado Roberto Santiago
(PSD-SP), agravarão essa situação, já que permitem a terceirização em atividades
essenciais da empresa.
“A terceirização é um mecanismo perverso que
contribui para a precarização das relações trabalhistas, especialmente no
Brasil, onde falta uma legislação específica”, afirmou o presidente regional da
Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB-SP), Paulo Sabóia. Ele
questionou que “a minuta de lei que está em tramitação no Congresso é manipulada
pela política neoliberal, e utilizada pela elevada exploração da força de
trabalho considerado temporário”.
Participaram também da reunião as entidades que
compõem o Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores Ameaçados pela
Terceirização, Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Associação Nacional dos
Procuradores do Trabalho (ANPT), a Associação Nacional dos Magistrados da
Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação Latino-Americana de Juízes do
Trabalho (ALJT), o Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) da
Unicamp, o Dieese e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). |
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