Greve dos professores exige cumprimento da Lei Piso e mais verba para a Educação 

Os professores de escolas públicas estaduais e municipais iniciaram uma paralisação nacional nesta quarta-feira. A greve será de três dias e reivindica o cumprimento da Lei Nacional do Piso, que determina a remuneração básica de Tanto na questão da remuneração básica de R$ 1.451,00 e a destinação de um terço da jornada para atividades extraclasses.

Conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que organizou a greve, em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, entre outros, ocorrem passeatas, assembléias, seminários e panfletagens. Em Goiás, os professores visitam gabinetes de deputados em busca de apoio.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) denunciam que desde que foi criada, em 2008, o governo de recusa a implementar a jornada que é de direito dos professores. A Apeoesp defende que o tempo de sete aulas seja dedicado a atividades como correção de provas e preparação das aulas. No planejamento do governador, esse período é de apenas uma aula.

“O movimento nacional gira em torno da implantação do piso salarial nacional, que visa à valorização dos professores em todo o país, e da jornada que prevê 33% para atividades extraclasses”, afirmou a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Noronha (Bebel). 

Já o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Estado de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) denunciou as pressões e a prática antissindical do governo de Minas, que determinar o funcionamento das escolas no período da greve nacional. O Sindicato solicitou a instauração de inquérito civil público.

Além de cobrar o cumprimento da Lei do Piso, a paralisação nacional também defende o aumento dos investimentos públicos em educação.


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