Governo sírio: “terroristas
executaram 45 em Homs” 

 Crime ocorre quando Kofi Anan vai à Síria para tratar de uma solução para as tensões. Mortes estão sendo usadas para pedir “intervenção armada” contra a Síria

O ministro da Informação da Síria, Adnan Mahmud, declarou que “grupos terroristas armados cometeram o mais grave dos massacres contra mulheres, crianças e idosos na cidade de Homs”.

O bairro do massacre é o de Karm Al Zaitun. Segundo o ministro “a ação visava confundir a opinião pública internacional para facilitar as pressões e exacerbar posiciona-mentos contra a Síria”.

“Os que estão fornecendo armas e dinheiro a estes bandos – a exemplo do Qatar e Arábia Saudita – são cúmplices deste terrorismo que está atingindo todo o povo sírio”.

As redes Al Jazeera (que teve toda sua equipe de jornalismo trocada assim que começaram as provocações na Síria) tem como principal repórter para a Síria o irmão de um dos chefes do Conselho Nacional Sírio (ajuntamento que a CIA e alguns serviços secretos europeus montaram para posarem como oposição unificada da Síria).

A TV Síria mostrou que nas casas em que os terroristas reuniram os corpos havia inscrições como “O Batalhão Faruq esteve aqui”. (Batalhão Faruq é citado inclusive por um funcionário da CIA – já lotado em Bagdá e em Cabul – Joseph Holliday, em seu Informe sobre segurança no Oriente Médio, como a milícia da oposição que atuava até março em Homs).

Segundo o governo sírio, os terroristas sequestraram os civis, e depois de torturá-los os mataram, juntaram seus corpos, filmaram e depois eviaram as imagens para as TVs Al Jazeerah e Al Arabya. Imagens por sua vez repetidas pela mídia corporativa mundial.

A agressão coincidiu com a chegada de Kofi Anan à Síria para intermediar uma solução negociada para a tensão. O governo sírio, ao contrário dos tais oposicionistas enviou uma proposta a Anan sobre seus termos para a negociação. Já um dos chefes do CNS, Al Drubi, “o povo sírio perdeu a paciência e quer uma intervenção militar imediata”.

Ahmad Shihab, morador do bairro Bab al-Sibaa Quarter, também de Homs, declarou que, ao ver as imagens sobre a “reportagem” do massacre, forjada pelos terroristas e mostradas pela TV Síria, reconheceu o corpo de dois parentes seus que haviam sido sequestrados antes do crime.

Khalid al-Najar, do bairro al-Naziheem, Homs, declarou que duas das pessoas mortas eram de sua vizinhança. Fou’ad Suleiman, de Al Nizha, Homs, declarou que um dos corpos trucidados era de seu primo Jihad, também sequestrado e que a família o buscava até que sua morte ficou estampada entre as imagens da atrocidade.

Abukhald al-Abdullah, do bairro de al-Naziheen, declarou, segundo a agência de notícias síria, SANA, que “os terroristas transformaram nossa vida num inferno, muitos ficaram sob prisão domiciliar, e dezenas foram mortos e tiveram seus corpos expostos na Rua Al Siteen, em Homs”.

O governo sírio anunciou que houve mais um ataque terrorista na quarta-feira em Homs, com mais 15 vítimas fatais. Também informou que em embates com os bandos armados, três terroristas morreram. Houve também prisões e apreensão de foguetes, granadas, munição e metralhadoras.

As afirmações da ‘oposição’ filhote da CIA sobre massacres perpetrados pelo governo sírio, foram contestadas como mentirosas por um insuspeito informe de uma empresa que fornece análises aos próprios serviços norte-americanos de espionagem: a Stratfor.

Ela alerta para os efeitos da “propaganda agressiva dos grupos de oposição” e que “a maioria das afirmações mais graves acabaram sendo percebidas como exageros grosseiros ou simplesmente mentiras revelando mais as fraquezas da oposição do que o nivel de instabilidade no interior do regime sírio”.

Esclarece que a estratégia desses grupos é “trazer condições que justifiquem um intervenção estrangeira para a derrubada do regime”.

O informe cita um cerco a Homs em dezembro de 2011, durante o qual o Observatório Sírio de Direitos Humanos (fonte da mídia sempre não confirmada) inventa um não existente Liga de Coordenação dos Comitês Alawitas, que teria relatado um massacre já naquele momento. Além de dizer que o grupo não existe o informe ressalta que esta campanha traz prejuízos quando suas mentiras são descobertas e que na verdade “o regime tem calibrado suas ações para evitar um tal cenário. As forças do regime tem sido cuidadosas para evitar um alto número de mortes que poderiam levar a uma intervenção respaldada em ação humanitária”.

NATHANIEL BRAIA


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