Tropas da ocupação de Israel atiram
e ferem em funeral na Faixa de Gaza

As tropas de ocupação de Israel atiraram sobre participantes de um cortejo fúnebre na Faixa de Gaza, no dia 13.

Três palestinos ficararam feridos quando israelenses abriram fogo de metralhadora sobre o funeral de Bassam al Aila e Muhamed Taher que havia se transformado em ato contra a agressão que as forças israelenses perpetram desde o dia 6. Os ataques já ceifaram a vida de 25 palestinos e feriram mais de 80.

Além da gravidade de profanar com violência o direito de lamentar seus mortos os soldados israelenses dispararam a saraivada de balas pouco depois da trégua negociada pelo governo egípcio haver entrado em efeito.

O porta-voz do exército israelense declarou que os soldados “operaram desde a cerca de fronteira [entre Gaza e Israel] ao identificaram dezenas de palestinos se juntando” segundo o porta-voz dos nazis “esse é um procedimento militar”.

Mais essa chacina ocorrida contra o povo em Gaza foi arquitetada pelo governo de Israel que programou execuções extrajudiciais de líderes de facções da resistência que negociavam junto com o Hamas o acordo de unidade nacional e dentro dele uma trégua com Israel para forçar a negociação visando a retirada israelense dos territórios palestinos e o reconhecimento do Estado da Palestina.

Alguns foguetes palestinos em resposta às execuções foi o pretexto que Israel buscava para mais essa agressão.

Além disso, na quarta-feira, Israel bombardeou o norte de Gaza também violando a trégua pactuada da qual a direção do Hamas participou e anunciou. Jihad Islâmico e os Comitês de Resistência Popular também anunciaram que acatam o cessar-fogo.

Caças israelenses sobrevoaram e dispararam contra zonas residenciais, provocando danos a moradias e um grande incêndio em um armazém de madeira.

A Defesa Civil palestina levou mais de duas horas para apagar o incêndio no depósito que ficou totalmente destruído.

O líder do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, sublinhou que havia sido atingido um pacto para “deter a política de assassinato de Israel” na Faixa de Gaza, a mais violenta desde a ofensiva devastadora de finais de 2008 e começos de 2009, quando mil e quatrocentos palestinos morreram e mais de cinco mil ficaram feridos.

Na mesma quarta-feira a estudante israelense, Noam Gur, que está completando 18 anos e portanto em idade de serviço militar, declarou que não pretende servir ao exército israelense pois não pode “tomar parte nos crimes deste exército”.

“Recuso-me a fazer parte de um exército como o de Israel que, desde seu estabelecimento, tem como objetivo principal a dominação sobre outra nação”.

“Um exército que tem se empenhado em saquear, aterrorizar uma população civil”, declarou Noam, referindo-se à ocupação dos territórios palestinos e as atrocidades comentidas para manter esta ocupação.
 


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