Atolado no
Afeganistão, presidente dos EUA encena ameaças contra o Irã durante visita
de David Cameron
Em uma entrevista à imprensa na Casa Branca nessa
quarta-feira (14), ao lado do primeiro-ministro da Inglaterra David Cameron
que visita Washington, o presidente Barak Obama, em mais uma atitude
arrogante e provocativa em relação ao Irã, declarou que “as possibilidades
de se encontrar uma solução diplomática sobre o programa nuclear do Irã
estão se reduzindo. Ameaçador, “animou” Teerã a “aproveitar a oportunidade
de negociar com os líderes mundiais para evitar ainda piores consequências”.
E completou: “A tendência do Irã tem sido paralisar e atrasar as
conversações com as potências mundiais”, o que não corresponde à verdade.
Foram os EUA que unilateralmente decretaram sanções contra o pais islâmico e
arrebanhou para a política do confronto seus aliados europeus sucumbidos
pela crise dos seus monopólios financeiros.
Os EUA acusam o Irã de fabricar a bomba atômica e querem
que o país recue de ter um programa nuclear. O Irã afirma categoricamente
que não está fabricando a bomba e que seu programa nuclear é para fins
medicinais, geração de energia e fins absolutamente pacíficos.
Mobilizando seus satélites na Europa e Oriente Médio -
Inglaterra, França e Israel e seus monopólios de mídia - os EUA insistem em
bater na mesma tecla de cruzada contra o Irã cujo objetivo é conhecido por
todos: tirar do poder um governo que não “obedece” aos amos e senhores do
mundo, que não se submete ao Ocidente e a ditadura dos EUA.
Se a comunidade internacional não fizer nada para impedir
os EUA rasgarão a Carta das Nações Unidas, o direito internacional, o
princípio da não ingerência externa, os anseios dos povos do mundo à paz e
contra as guerras e transformarão o Irã em outra Líbia, assim como vem
tentando sem sucesso fazer com a Síria.
Um grande papel tem a cumprir nesse cenário os governos
dos países emergentes como os BRICS para diminuir a voracidade de poucos
contra o direito de muitos e promover o diálogo e o entendimento.
Serenamente.
R.C.