Amorim quer elevar orçamento da Defesa do atual 1,5% do PIB para a média de 2,4% dos Brics
“Se queremos falar como um dos Brics, nosso orçamento de defesa vai ter que chegar à média dos orçamentos deles. E esta não é só uma questão de governo, mas da sociedade, que tem que entender que esses investimentos são importantes”, disse na última quinta-feira (26), durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado. Segundo dados apresentados por Amorim, enquanto o Brasil investe cerca de 1,5% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa, os demais países do bloco investem 2,4% do PIB, aproximadamente. O ministro iniciou sua exposição aos senadores, destacando o amadurecimento da democracia brasileira – que hoje trata “com desassombro” questões cruciais como sua estratégia de defesa, o papel e a configuração de suas forças armadas e o controle popular do emprego de seu poder militar. Celso Amorim tratou de temas como cooperação com parceiros sul-americanos, proteção das fronteiras, modernização dos equipamentos militares e incentivos à indústria de defesa. Especificamente sobre orçamento, o ministro afirmou que houve avanço no repasse de recursos, mas que eles ainda são insuficientes para fazer frente às demandas do setor de defesa brasileiro. De acordo com ele, entre 2002 e 2003, o orçamento girava em torno de R$ 45 bilhões e, em 2012, chegou a R$ 65 bilhões. Indagado pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR) a respeito da questão dos vencimentos dos militares, Amorim disse que há uma “sensibilidade real” do governo, que já iniciou estudos para tratar da questão. Para ele, “o elemento humano é absolutamente fundamental” para o bom desempenho das atividades militares – e isso implica a valorização, pela sociedade, da carreira militar, que tem demonstrado altíssimo grau de profissionalização.
O ministro falou também da
importância de se aprofundar os já “altos níveis de confiança” com os países
vizinhos na América do Sul, que chamou de “zona de paz e segurança”.
“Devemos criar um cinturão de boa vontade ao redor do Brasil”, disse ele.
“Com uma vizinhança pacífica e próspera, seremos capazes de seguir
projetando nossa presença em outras regiões do globo”, acrescentou. |
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