Um mar vermelho inundou as ruas de Caracas no 1º de Maio para
comemorar a nova Lei Orgânica do Trabalho (LOT) da Venezuela, sancionada pelo
presidente Hugo Chávez, que avança na garantia de benefícios e adota novas
medidas de proteção à família e ao emprego.
Unindo trabalhadores urbanos e rurais, donas de casa, jovens,
mulheres grávidas e mães com bebês nos braços, a marcha saiu do parque general
Francisco de Miranda e foi crescendo à medida que passava por diferentes pontos
da capital como a praça Altamira, a avenida Libertador e a praça O´leary.
Ao assinar o documento, Chávez destacou que a lei, com 554
artigos, é um instrumento que permitirá construir uma "nova cultura do trabalho
e de responsabilidade". "Enquanto eu viver, considerem-me um trabalhador a mais.
Combato pelos trabalhadores", frisou.
A nova lei põe fim às terceirizações, acabando com as
"empresas intermediárias", estabelecendo prazo de três anos para que as empresas
absorvam os trabalhadores terceirizados.
A jornada de trabalho foi reduzida para 40 horas semanas,
garantindo o direito a dois dias de descanso por semana. Para resguardar a
estabilidade no emprego foi estabelecida a multa rescisória em dobro aos
empregadores que demitirem sem justa causa.
A legislação fixa a licença pré-natal em seis semanas e a
pós-natal em 20 semanas, além de garantir a licença paternidade de 14 dias. As
mães que adotarem uma criança terão licença de 26 semanas, 16 semanas a mais do
que a lei anterior.
A LOT também estende a dois anos a garantia de emprego para
os pais e mães. Às mulheres com filhos que tenham alguma incapacidade terão
estabilidade no emprego.