“Cerca de 1 milhão de trabalhadores em toda a Espanha estamos
nas ruas dizendo não”, afirmou o presidente da central Comissiones Obreras (CCOO),
Ignácio Fernández Toxo, que ao lado da União Geral do Trabalho (UGT) convocaram
o 1º de Maio no país. Os protestos condenaram os cortes nos salários,
aposentadorias, educação e saúd
e
cometidos pelo governo Rajoy.
Os manifestantes percorreram o centro de Madri, da Praça de
Netuno até a Porta do Sol, denunciando o arrocho e a reforma laboral que
facilitou as demissões, quando o desemprego já ultrapassa 24% da força de
trabalho ativa – quase 6 milhões.
“Rajoy quer impor o mandato da senhora Thatcher e demolir os
serviços públicos”, frisou o dirigente da UGT Cândido Méndez. Ele considerou a
manifestação “uma expressão da rebeldia pacífica, firme, democrática, contra um
atentado contra os serviços públicos, o emprego, os direitos sociais”.
Grandes manifestações ocorreram também em Barcelona,
Valência, Sevilha e outras cidades. Pelo menos 100 mil percorreram o centro da
capital catalã, até a Praça da Catedral, onde o secretário-geral da CCOO local,
Joan Carles Gallego, reiterou que combater o desemprego “é a prioridade máxima”.