Delegado confirma na CPI relação de Policarpo e Cachoeira

O deputado federal Paulo Teixeira (PT/SP), integrante da CPI do Cachoeira, afirmou que o depoimento do delegado Matheus Mella Rodrigues mostrou que o diretor da revista Veja em Brasília, Policarpo Jr., sabia da relação do contraventor com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO). O delegado coordenou a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que resultou na prisão do bicheiro, no fim de fevereiro. “O delegado falou que só na operação dele foram 42 ligações com o Policarpo. Isso mostra uma intensidade inaceitável e uma promiscuidade nessa relação. Ele [Policarpo] sabia que era um órgão criminoso, era basicamente espionagem política. O delegado disse que o Policarpo sabia que o Demóstenes tinha relação com essa quadrilha, o que é de grande valia, porque, sabendo que o Demóstenes tinha relação com a quadrilha, a Veja não podia ter feito o que fez com o Demóstenes, ter endeusado ele”, afirmou Teixeira.

Paulo Teixeira lembrou que foram sete anos de parceria entre Policarpo e a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, que mantinham uma relação que “não era apenas de fonte, passou a ser uma relação digamos assim de cumplicidade”. “O Policarpo obtinha informações da organização que eram fruto de espionagem política. Em contrapartida, a Veja dava notícias que interessavam à organização criminosa”, disse.

“A Veja, via Policarpo, conseguia as informações que lhe interessava, que eram obtidas através de espionagem política… Ao mesmo tempo, a Veja dava à organização o que ela pedia. Por exemplo, a organização estava com dificuldades no Dnit, porque ali os interesses da Delta estavam sendo contrariados. A revista então fez a matéria que derrubou o ministro dos Transportes e o superintendente do Dnit”, ressaltou.

Ele assinalou que o diretor de Veja “extrapolou a sua atividade profissional” e ficou muito além do que é permitido. “Liberdade de imprensa não é liberdade de prática criminosa. Liberdade de imprensa é uma luta pela liberdade e não pela prática do ilícito”, frisou.

O deputado citou ainda que, em 2005, Policarpo foi depor numa Comissão de Ética sobre o caso do deputado André Luiz e disse que o deputado tinha tentado extorquir Cachoeira. “O Policarpo apresentou inclusive gravações, o que demonstra que, de longa data, que ele conhecia a atividade que o Cachoeira tinha. Foi um casamento de longa duração que só acaba agora, espero eu, com a elucidação desses fatos”, acrescentou.
 

 


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Expediente


 

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CARTAS

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Página 6

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“A Causa Secreta” - um conto de terror de Machado de Assis (1)