Mantega: bancos privados têm que reduzir os juros  

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que no prazo de um mês os bancos privados estarão reduzindo suas taxas de juros. Segundo ele, “se os bancos privados reduzirem 30%, 40% e aumentarem o volume, 30%, 40%, já estarão prestando um serviço à economia brasileira. A nossa intenção é ter um acompanhamento semanal dessa história. E eu vou cobrar”.

“Os bancos públicos saíram na frente e os bancos privados estão se organizando. Imagino que haja algum tempo para que você possa colocar as medidas na rua. Veja, em mais um mês tudo isso tem que estar rodando”, declarou em entrevista ao Poder e Política do Uol/Folha, no dia 24 de maio.

“Eles têm que reduzir as taxas de juros e aumentar o volume do crédito”, afirmou o ministro. “Nós reduzimos em 1% o IOF, isso é na veia. Então nós estamos ajudando. O Banco Central liberou um pouco de compulsório para o mercado os juros”.

Se aumentarem as tarifas, Mantega disse que tem um sistema para fiscalizar tarifa. “Os bancos públicos hoje possuem 44% do mercado interno. Então isso se chama concorrência. Se eles [os bancos privados] bobearem, a concorrência vai pegar os clientes. Acho que ninguém quer perder cliente. Então os bancos públicos estarão cada vez mais agressivos oferecendo crédito a quem quer que seja. Primeiro se oferece aos clientes que já estão lá. E depois você fala: “olha, pessoal, venham aqui para o nosso banco, porque nós estamos oferecendo. Por que você está pagando essa taxa nesse banco?”. Isso começou em 2009. Eu estou falando isso, não é uma teoria. Em 2009 aconteceu isso. Os bancos privados puxaram totalmente o freio, aí os bancos públicos entraram. No início não acreditavam. Teve uma ou outra manifestação dizendo que iam quebrar os bancos públicos. Quebrou coisa nenhuma, aumentou o lucro dos bancos públicos. Quando eles viram que funcionava o sistema e eles se sentiram seguros... Porque não é para ninguém entrar e quebrar. Ninguém quer isso. É para o banco faturar mais, ganhar movimento. Ter mais clientes...”, declarou o ministro.

Questionado sobre a política de estimular o consumo e sobre a taxa de inadimplência “alarmante”, Mantega disse que “não tem nada de alarmante”. “O endividamento das famílias brasileiras é dos menores do mundo. Sabe qual é o comprometimento de orçamento familiar das famílias brasileiras? Em torno de 20% a 22%. Sabe quanto é nos Estados Unidos? Na maioria dos países é acima de 80% Portanto nós somos o lanterninha em termos de endividamento”.

Segundo o ministro, no mês de abril houve um aumento de 8% no crédito de pessoa física e 4,5% de pessoa jurídica. “Está dando certo, vai funcionar. Os juros caindo também. E isso, claro, não é tão imediato o efeito, mas daqui a dois, três meses, você vai ver crédito suficiente para as operações”, disse.


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