Assessor de Cachoeira complica Marconi Perillo

O assessor do contraventor Carlinhos Cachoeira e ex-presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Wladimir Garcez (PSDB), complicou a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), durante depoimento na quinta-feira (24) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as relações criminosas do bicheiro. Ele tentou explicar sem sucesso a venda de uma mansão do governador a Cachoeira, por R$ 1,4 milhão.

Preso na Operação Monte Carlo da Polícia Federal (PF), Garcez disse que ele mesmo comprou a casa de Perillo, providenciando e entregando três cheques a Lúcio Fiúza, assessor do governador. “Pedi ao Cláudio Abreu, meu patrão, e ao Carlinhos Cachoeira que me emprestassem o valor de 1,4 milhão de reais para eu repassar ao governador”, disse. A casa é mesma onde o contraventor foi preso.

O braço-direito de Cachoeira contou que tomou o dinheiro emprestado de Cláudio Abreu, à época diretor da região Centro-Oeste da Delta, que lhe repassou três cheques – um de R$ 500.000,00, outro de R$ 500.000,00 e outro de R$ 400.000,00 – nominais ao governador de Goiás. Depois, começou a ser pressionado por Cláudio Abreu para quitar os cheques. Foi então que teria vendido a casa a Walter Paulo e pagou sua dívida.

Em declarações anteriores, Marconi Perillo disse ter vendido a casa para o empresário Walter Paulo, dono da Faculdade Padrão, e que Garcez teria sido apenas intermediário. Em depoimento em sessão reservada à CPI, o delegado da PF Matheus Mella Rodrigues, declarou que os cheques eram de Leonardo Almeida Ramos, sobrinho de Cachoeira, que seria o real comprador.

Wladimir Garcez alegou que a casa acabou em poder de Cachoeira porque Andressa Morais se separou do Wilder Morais, ex-suplente do senador Demóstenes Torres, e não tinha onde morar, quando já havia iniciado um relacionamento com o bicheiro. Foi então que Garcez negociou com Walter Paulo que emprestasse a mansão a Andressa.

Após o depoimento, o advogado de Garcez, Ney Moura Teles, disse que os cheques eram da Babioli, empresa de roupas para adolescentes em Anápolis (GO), informação que reforça a suspeita da venda do imóvel ao bicheiro. Segundo a PF, a loja pertence a dois empresários citados no inquérito da Monte Carlo. A empresa recebeu R$ 250 mil da conta bancária da Alberto e Pantoja Construções e Transportes Ltda., empresa fantasma ligada ao esquema.


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