PPL: Os seis pontos para o Brasil avançar e se desenvolver

Desde o início de março, a presidente Dilma tem afirmado que as taxas de juros no Brasil têm que cair a níveis internacionais.

Nós estamos de acordo. E inclusive alertamos que as cinco altas sucessivas da taxa básica de juros, realizadas no ano passado, iriam prejudicar fortemente a nossa economia.

O resultado todos conhecem. Nosso crescimento caiu dos 7,5% do último ano do governo Lula para menos de 3%. O câmbio se desequilibrou. A indústria estagnou. E o setor público pagou só de juros ao sistema financeiro 236 bilhões de reais - uma alta de 23% em relação a 2010.

Portanto, para o Brasil voltar a crescer é mesmo indispensável reduzir as taxas de juros – especialmente a taxa básica.

Mas isso não é tudo. Já é hora do governo concentrar a atenção numa questão estratégica.

Desde 1995, o estoque de capital estrangeiro no Brasil tem crescido mais rápido que o estoque de capital nacional, via de regra através da compra de nossas empresas pelas multinacionais americanas e europeias.

Embratel, Eletropaulo, Petroflex, Acesita, Banespa, Banco Real, Arisco, Lacta, Metal Leve, Cofap, Arno, Cosan... é extensa a lista das mais de 2.500 empresas desnacionalizadas nesse período.

No ano passado, essa desnacionalização selvagem atingiu um recorde de 208 empresas. Ora, as multinacionais importam, em média, 290% a mais que as empresas nacionais. Assim, o estoque de capital externo, que já é mais que excessivo nos setores chave da economia, vai tornando as importações e as remessas de lucros insustentáveis para o país.

Para vencer esse gargalo e tirar nossa indústria do estado de penúria é preciso mais do que reduzir os juros e equilibrar o câmbio.

A proposta do PPL é priorizar as empresas genuinamente nacionais nos financiamentos e nas encomendas do Estado, tal como recomendava a Constituição de 88, antes de ser mutilada por FHC. Sem isso não haverá um verdadeiro crescimento sustentado. E aqui não se trata de ser contra o capital externo, mas de dar à empresa nacional a prioridade que ela merece.

O programa que o Partido Pátria Livre tem a honra de apresentar à Nação nesta primeira aparição na tevê pode ser resumido em seis pontos:

1. Ampliar o mercado interno, com mais empregos e mais salários

2. Reduzir os juros.

3. Concentrar os recursos do BNDES para financiar as empresas nacionais e dar prioridade a elas nas encomendas do Estado.

4. Desenvolver a ciência e os setores de tecnologia de ponta vitais para a nossa independência - especialmente a microeletrônica, informática, engenharia genética, engenharia nuclear, materiais estratégicos e a indústria da defesa.

5. Apoio do Estado às realizações dotadas de excelência e relevância para o desenvolvimento da cultura nacional.

6. Educação e Saúde gratuita e de qualidade para todos.

Se você concorda com esse programa, filie-se ao PPL e venha lutar junto conosco.

SÉRGIO RUBENS
 


Capa
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Desnacionalização faz retroceder indústria e abala contas externas

Mantega: bancos privados têm que reduzir os juros

Fiesp: atividade industrial recua 0,3% em abril 

Presidente Dilma eleva tarifa para inibir as importações predatórias

Dono da Johnnie Walker leva cachaça Ypióca

Fundo dos EUA adquire 100% da churrascaria Fogo de Chão

Primarização da pauta de exportação continua alta. Só Secex vê o contrário

Telmex/AT&T domina 54,2% da TV paga no Brasil, diz Anatel

Expediente

 

 

 
 


 

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“Não se falou nada disso”, disse o ex-ministro Jobim

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Ministro do STJ rejeita ação de improbidade contra 15 pessoas citadas na farsa do “mensalão”

Página 4

MPT cobra de Shell e Basf R$ 1 bi por contaminações em Paulínia

Repórter que humilhou entrevistado na Bahia é indiciada

Carta aberta dos cientistas brasileiros à presidenta da República Dilma Rousseff: Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso

CARTAS

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Praça Tahrir rejeita fraude e exige premiê de Mubarak fora do 2º turno

Jogador da seleção palestina mantido em cárcere de Israel, sem julgamento há 3 anos

Israel: apartheid e chantagem nuclear (V)

Rússia denuncia ‘tortura até a morte’ de civis por grupos armados apoiados pelos EUA

Fatah e Hamas se reúnem no Cairo para definir governo de união e eleições

 

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Lembranças de 1964: o Brasil, o golpe de Estado e a verdade (3)