Governo cancela negociação e magistério federal amplia greve 

49 instituições já aderiram às paralisações 

Os professores da rede federal de ensino intensificaram a mobilização da greve, após o Ministério do Planejamento adiar reunião com os representantes da categoria prevista para segunda-feira, sem apresentar nova data para a audiência. A greve iniciou no último dia 17 de maio e 49 instituições já aderiram às paralisações.

Com o cancelamento da reunião, centenas de trabalhadores da área da Educação realizaram manifestação em frente ao prédio do Ministério, em Brasília. Professores, funcionários e estudantes também realizaram manifestação em São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Paraná.   

“O Ministério do Planejamento simplesmente desmarcou a reunião sem nos dar nenhuma justificativa ou previsão. Isso nos motiva ainda mais a intensificar nossas ações”, afirma Aluísio Porto, da comissão de comunicação do Comando Nacional de Greve da Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior).

O magistério federal reivindica reestruturação do Plano de Carreira com incorporação das gratificações em 13 níveis remuneratórios, variação de 5% entre níveis a partir do piso para regime de 20 horas correspondente ao salário mínimo do Dieese (atualmente calculado em R$ 2.329,35) e percentuais de acréscimo relativos à titulação e ao regime de trabalho. Também denunciam más condições de trabalho, atribuídas à falta de estrutura nas instituições.

O acordo para a reestruturação do plano de carreira já havia sido feito em 2011, mas no início deste mês, o governo anunciou que o plano de carreira só será debatido para 2013. “Estávamos negociando com o governo a proposta de carreira docente. Tínhamos o prazo [para negociar] com o governo até 30 de março. O governo pediu mais dois meses, ou seja, até 31 de maio. Mas, no dia 15 de maio, nos apresentou uma proposta absolutamente inaceitável”, disse Vírginia Junqueira.

Após intensa mobilização e pressão do magistério federal para a implementação do acordo, o governo editou a Medida Provisória 568, que incorpora ao vencimento básico dos professores a Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas), e trata de outras carreiras do funcionalismo. No entanto a MP não diz nada a respeito da estruturação de carreiras, além de dar prejuízo aos professores na questão dos adicionais de insalubridade e periculosidade, antes calculados sobre o vencimento básico e agora congelados.

Outra questão ainda em desacordo é que a MP concede reajuste à categoria de apenas 4%, considerado insuficiente pelos professores. De acordo com Gil Vicente, presidente do Proifes (Fórum de Professores das Instituições Federais de Ensino Superior), “se o governo pretende tratar o conjunto dos servidores da mesma forma que está tratando os docentes federais, isto é, dando 4% de reposição em um período de três anos (julho/2010 – junho/2013), quando a previsão de inflação é de no mínimo 20%, então ao cabo desse período estará subtraindo dos nossos salários 16%”.

Estudantes manifestam apoio à mobilização dos professores por carreira e aumento 

Os estudantes também manifestaram apoio aos docentes. Diversas universidades organizaram assembléias para declarar solidariedade à greve dos professores, e algumas pretendem entrar em greve de alunos. O presidente da UNE, Daniel Iliescu, presente na assembleia geral da UNB (Universidade Federal de Brasília), disse que “a UNE apoia a greve e é solidária à luta dos professores por um plano de carreira e por melhores salários, ao passo que o movimento passa a ser importante também para conseguirmos mais qualidade e eficiência ao processo de reestruturação e expansão das universidades”. Estudantes se manifestaram também no Rio e em Minas Gerais.


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