Praça Tahrir rejeita fraude e exige premiê de Mubarak fora do 2º turno

Manifestantes tomam o centro do Cairo e as ruas de Alexandria após anúncio de que primeiro-ministro indicado por Mubarak teria chegado em segundo lugar. Denúncias de fraude levaram comitê do nasserista Sabahi a pedir o afastamento de Shafiq

As sedes da Corte Suprema do Egito (CSE) e da Comissão Eleitoral Suprema do Egito (CESE) foram cercadas ao meio-dia da segunda por manifestantes que exigiam a desqualificação de Ahmed Shafiq, anunciado como segundo colocado, por conta de fraude que levou a um resultado contrário à vontade popular expressa nas urnas das eleições presidenciais egípcias.

O protesto cresceu com a chegada do candidato presidencial Khaled Ali, advogado que defendeu trabalhadores grevistas e tomou parte ativa nas manifestações que derrubaram a ditadura de Hosny Mubarak.

Sete candidatos a presidente entraram com ações contra a fraude, todas elas rapidamente rejeitadas pela CESE que alegou "falta de evidência".

A revolta que agora subleva as cidades do Cairo, Alexandria, Suez e Port Said, tem por base o fato de que a fraude beneficiou o candidato que foi ministro da Força Aérea e depois o último primeiro-ministro indicado por Mubarak, ou seja, uma fraude que busca levar de volta o regime deposto pela via da ilegalidade. Na cidade de Daqahlia, do Delta do Nilo, painéis de Ahmed Shafiq foram queimados.

"Fora a ditadura Mubarak!" e "Sabahi na presidência, Shafik na prisão", eram algumas das palavras de ordem entoadas pela multidão.

Já foi anunciado também que a Corte Suprema vai julgar, no dia 11, validade da lei contra a participação dos integrantes do velho regime, deposto pelo povo, nas eleições governamentais. Essa lei já foi aprovada pelo Parlamento e endossada pelo Conselho Militar (que consiste no governo provisório).

A mídia golpista também foi amplamente derrotada no primeiro turno. Baseada em pesquisas fajutadas, gastaram páginas, inclusive por aqui, dizendo que o mais provável vitorioso seria o candidato do Império norte-americano, Amr Moussa, o mesmo que, quando presidente da Liga Árabe, endossou as teses que levaram à justificativa da agressão para depor o líder líbio, Muammar Kadafi.

Ele ficou em quinto e o candidato Hamdeen Sabahi, cujo programa era o resgate da concepção revolucionária e nacionalista de Gamal Abdel Nasser, ao qual a mesma mídia ignorava, e ao qual as pesquisas davam a quinta colocação, ficou em terceiro, venceu nas principais cidades, Cairo e Alexandria e agora é o nome consensual dos revolucionários da Praça Tahrir para fechar o primeiro ciclo da revolução egípcia e disputar o segundo turno com o primeiro colocado, Mohamed Morsi, apoiado pela Irmandade Islâmica.

O resultado anunciado foi, com o comparecimento de 23 milhões, 46% dos eleitores às urnas, Mohammed Morsi: 5,764,952 (25,06%), Ahmed Shafiq: 5,505,327 (23,93%),

Hamdeen Sabahi: 4,820,273 (20,96%), Abdel Moneim Aboul Fotouh: 4,065,239 (17,67%), Amr Moussa: 2,588,850 (11,25%).

Agora a mídia que ignorava Sabahi, atribui sua posição a um "crescimento imprevisto na reta final". A previsão é que o segundo turno ocorra nos dias 16 e 17 de junho.

Entre os grupos que voltaram a tomar parte nos protestos contra a negativa da Corte Eleitoral de examinar as petições dos demais candidatos presidenciais, estavam os integrantes, da Coalizão da Juventude Revolucionária, do Movimento Kefaya (Basta), do Movimento Juventude 6 de Abril e os Socialistas Revolucionários.

Parte dos manifestantes da praça, revoltados com a negativa de revisão, atearam fogo à sede de campanha do candidato Ahmed Shafiq.


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