Jogador da seleção palestina mantido em cárcere de Israel, sem julgamento há 3 anos

O palestino Mahmoud Kamel Muhammad Sarsak divulgou carta aberta em que relata a injustiça vivida pelo filho, um jogador profissional de futebol preso há 3 anos por soldados israelenses sob a Lei dos Combatentes Ilegais, que, permite que cidadãos palestinos sejam encarcerados sem acusação e sem processo – portanto, sem possibilidade de defesa – por um período indefinido. Ele viajava para a Cisjordânia onde iria participar de um jogo pela seleção palestina. 

Mahmoud tem 25 anos e foi preso em Erez, em julho de 2009, quando saia de Gaza, para se reunir à seleção palestina de futebol para um jogo no campo de refugiados de Balata, na Cisjordânia. Até hoje Mahmoud não sabe por que está preso. A carta do pai que será entregue também ao jogador Ronaldo, padrinho de um programa de recuperação de jovens palestinos prejudicados pela ocupação sionista, solicita apoio internacional. O jogador palestino manteve a greve, porque as autoridades israelenses ainda não estabeleceram a data de sua libertação."Em 18 de abril foi transferido para a clínica do presídio de Ramleh, em consequência da deterioração de seu estado de saúde. Hoje, 25 de maio, ele completa 68 dias em greve de fome, marco extremamente perigoso, que pode levá-lo à morte a qualquer momento", adverte Mahmoud Kamel Muhammad Sarsak.

"Mahmoud é um dos 4.400 palestinos mantidos em prisões israelenses, em violação aos artigos 49 e 76 da IV Convenção de Genebra, que proíbe a transferência de cidadãos de povos ocupados (como é o caso dos palestinos) ao território do país ocupante (Israel). Violações desses artigos são consideradas crimes de guerra, segundo o direito internacional", afirma a carta do pai do atleta.

"Para nós, é insuportável ver Israel receber a honra de ser anfitrião do 21º campeonato de futebol da UEFA em 2013, e preparar-se para participar das Olimpíadas de Londres, enquanto rotineiramente prende, tortura e mata palestinos, incluindo jogadores de futebol, sem ser penalizado. Esse não é um jogo justo. Esportes devem demonstrar solidariedade", prossegue, assinalando que "como familiares de Mahmoud, pedimos às pessoas de consciência que exijam sua libertação imediata, que pressionem governos e organizações internacionais para exigir que Israel cumpra as normas mais básicas do direito internacional".


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