Juventude mexicana levanta-se  contra campanha de monopólio de mídia pelo neoliberal Peña

Milhares de estudantes mexicanos se reuniram, no sábado (26), em torno da rede de televisão Televisa, monopólio privado de TV no país, para denunciar a campanha que faz em sua programação a favor do candidato que defende as receitas neoliberais, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI). “A TV não vai nos impor o candidato da mídia e das corporações”, diziam as faixas presentes nas manifestações que se repetiram durante vários dias da semana passada.

O estopim para a série de protestos começou em 11 de maio, quando Peña Nieto foi vaiado durante um comício que pretendia realizar na Universidade Ibero-americana, localizada em uma das áreas mais importantes da Cidade do México. Em meio a gritos de “fora, fora” e “assassino”, Peña Nieto acabou deixando a palestra. O PRI acusou a universidade de ter sido manipulada por um grupo de provocadores que não eram estudantes. A Televisa deu apenas a versão dos fatos favorável ao candidato Nieto.

Os estudantes gravaram um vídeo em que 131 deles mostravam sua carteira de estudante, desmentindo as acusações do PRI. O vídeo motivou então a criação da página na web “Eu sou o 132”. No último sábado, a revolta contra a manipulação realizada pelos meios de comunicação levou mais de 50.000 pessoas às ruas de Cidade do México.

Jovens de mais de 15 universidades públicas e privadas  se integraram ao movimento para exigir o fim das mentiras da mídia.
“Se queremos ter sucesso nesta luta não podemos ficar nas ‘redes sociais’, temos que ir para as ruas, chamar mais gente e nos manifestar para valer, falar com os mexicanos que estão nas escolas, nas fábricas, nos parques, para que outros cidadãos participem de forma crítica no processo eleitoral com o seu voto”, afirmaram os estudantes porta-vozes da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), acrescentando que “não podemos cair na versão dos que falam que através da internet se faz revolução”, na segunda-feira (28).

Em 1º de julho o México escolhe um substituto para o presidente Felipe Calderón. Além do candidato do PRI, disputam Andrés López Obrador pela frente de oposição formada pelo Partido da Revolução Democrática (PRD), pelo Partido do Trabalho (PT), pelo Movimento Cidadão e entidades sociais; e Josefina Vázquez Mora, do governista Partido Ação Nacional (PAN). Cerca de 79 milhões de mexicanos escolherão ainda 628 legisladores, governadores e deputados de 32 Estados mexicanos.
 


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Expediente

 

 

 
 


 

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CARTAS

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