Gurgel retardou por três anos denúncia contra José Arruda 

Contra Demóstenes, que também era do Dem, ele igualmente engavetou o processo 

 Depois de quase três anos guardado a sete chaves pelo procurador-geral, Roberto Gurgel, o resultado das investigações feitas pela Polícia Federal na Operação “Caixa de Pandora”, finalmente foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entre os denunciados pelo procurador estão o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (Dem), e o ex-vice-governador Paulo Octávio, além de secretários de governo, deputados distritais e membros do Tribunal de Contas do DF.

Apesar de evidências exuberantes - suficientes para incriminar os envolvidos no escândalo, como, por exemplo, a imagem do ex-governador José Roberto Arruda, gravada em um vídeo, recebendo maços de dinheiro, ou a deputada Eurides Brito enchendo a bolsa de dinheiro, - o Procurador justificou a longa demora em apresentar a denúncia porque, segundo ele, “não havia provas suficientes” para denunciar os envolvidos. As fortes imagens - que falavam por si mesmas, mostrando detalhes da corrupção - foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.

Além de demorar para apresentar a denúncia, Roberto Gurgel chegou até a cogitar arquivar o processo contra os integrantes do Dem. Ele já tinha feito isso em relação a outro político ligado ao DEM, o senador Demóstenes, que foi flagrado em ações criminosas junto com a quadrilha de Carlos Cachoeira. Gurgel demorou o quanto pôde para denunciar Demóstenes. Só o fez depois que todos já sabiam detalhes da participação do senador goiano na quadrilha. A confidência de que ele pretendia arquivar tudo foi feita ao jornalista Fernando César Mesquita pouco antes da denúncia ser apresentada.

Porém o procurador-geral não é sempre lerdo assim. Fazendo coro com a mídia golpista e a oposição ele dá pilha para que o tal “mensalão” seja julgado logo, mesmo atropelando prazos e procedimentos. Assim, concordou que o tempo dedicado a ele para fazer a sustentação acusatória contra os 38 réus tenha sido reduzido: “Ressalto a conveniência da decisão, porque as defesas sabem desde sempre que terão uma hora para a sustentação. (O período de cinco horas) não é suficiente para fazer uma acusação detalhada sobre as implicações de cada réu, mas é um tempo bom para que a acusação possa esboçar-se de forma satisfatória”, disse o procurador.

Outras 37 pessoas foram acusadas e vão responder pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Arruda tentou se justificar dizendo que os recursos recebidos nos pacotes de dinheiro durante a campanha foram “regularmente registrados e contabilizados”. Suas desculpas não colaram e, em meio ao escândalo, ele deixou o Dem e acabou preso e cassado.

Apesar da demora de Gurgel, alguns outros personagens envolvidos no escândalo já tiveram condenações em outros processos. Eurides Brito, cassada por quebra de decoro parlamentar há dois anos, foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 620 mil após a Justiça ter considerado que este é o valor corresponde à propina que Eurides recebeu durante 31 meses para apoiar o governo de Arruda. Além da devolução da quantia acrescida de juros e atualização monetária, a Justiça determinou que Eurides pague multa de R$ 1,86 milhão e indenização por danos morais de R$ 1 milhão. A ex-deputada teve os direitos políticos suspensos por 10 anos.

Júnior Brunelli, que ficou conhecido por ter realizado a famosa “oração da propina”, terá de devolver R$ 400 mil aos cofres públicos, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão e danos morais de R$ 1,4 milhão à sociedade. Ele também perdeu os direitos políticos por 10 anos.

Acusado de tentar subornar o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do caso, Arruda foi preso preventivamente em fevereiro de 2010, por determinação do Superior Tribunal de Justiça, que ainda o afastou do cargo de governador. Ele ficou preso por dois meses e, neste período, teve o mandato cassado.

Arruda ainda mora em Brasília, mas passa boa parte do tempo em São Paulo. Isolado politicamente, alguns dizem que ele estaria escrevendo um livro sobre suas barulhentas passagens pelo poder. As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam que Arruda e seus assessores, deputados e empresários cometeram os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.


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Desnacionalização e privilégios às múltis levam PIB à bancarrota

Atividade da indústria paulista recua 0,6%  

Isenção de imposto turbina remessas das montadoras    

Balança comercial registra em junho superávit 81,8% menor

Construção civil acende “luz amarela”, diz CNI  

Gasto do setor público com juros é de R$ 230 bi

Abinee: contratações no setor eletroeletrônico desaceleram  

Expediente

 


 

 

 
 


 

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Gurgel retardou por três anos denúncia contra José Arruda 

Monteiro mostra na CPMI que não favoreceu Cachoeira e nem a Delta

PPL, PRB e PT realizam convenções e definem seus candidatos para a prefeitura de S. Paulo

Demóstenes pede perdão pelo crime que jura não ter cometido

Dilma assume presidência do Mercosul. Venezuela entra no Bloco e Paraguai é suspenso 

Fernando propõe aumento de salários dos profissionais da saúde e da educação do Rio  

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Os ataques da senhora Foster à gestão anterior da Petrobrás

Kassab recua e jura que não quer mais proibir “sopão” dos mendigos

Gravações telefônicas confirmam que PCC está por trás dos ataques à PMs

PPL oficializa candidaturas às prefeituras de Recife, Cuiabá, Florianópolis e Curitiba

CARTAS

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Egípcios exigem do presidente a libertação de presos políticos

Exército sírio ataca covis de terroristas em Douma, Idleb, Dir Ezzor e Homs

Provocação: Turquia concentra caças e mísseis na fronteira com a Síria

México: candidato da mídia é beneficiado por pesquisas mal ajambradas e fraude

Franco quer reeditar a Alca e ceder base a EUA

Para a candidata Xiomara EUA causou o atraso de Honduras

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José de Alencar: “Como e por que sou romancista” - 2