CARTAS

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Estado e bancos

Prezado Carlos Lopes, sobre o artigo: “Amortização aos bancos aumenta 231,60% de janeiro até outubro”. Penso que você foi preciso em demonstrar que neste ano o Tesouro Nacional manteve as transferências astronômicas para os bancos, ainda que as taxas de juros tivessem uma redução importante no período e como este processo está ligado diretamente à manutenção da baixa execução do investimento público. No patamar dos juros em 2011, provavelmente, não seriam feitas amortizações em dinheiro, mas em títulos. A relação dívida e PIB pouco estaria preocupando os gestores do BC. Com a redução dos juros ao invés de refinanciar títulos vencidos, por novos títulos, mantendo a rolagem da dívida, resolvem que é preciso amortizá-la, mantendo a desatada transferência de recursos aos bancos. No que diz respeito ao lucro líquido dos bancos no primeiro semestre de 2012, mesmo que menor em relação a 2011, ser ainda maior do que o realizado no mesmo período de 2010, entendo que o mais provável seja que altas receitas foram mantidas neste ano devido a títulos que estão, ou estiveram, em vigência em 2012, referentes a títulos emitidos em 2010, 2011 ou até antes, portanto remunerados as taxas nas alturas. A manutenção de altos lucros não encontraria explicação na transferência das amortizações, estas mantém a liquidez dos bancos, mas não são receitas. Outro detalhe muito bem observado é a emissão de títulos vinculados a outras taxas de juros que não Selic. É impressionante a velocidade de substituição de títulos indexados a Selic por outros com taxas de juros mais altas. A permanência de apenas 24,07% do total da dívida federal, em outubro/12, a títulos indexados pela Selic, contraria toda lógica de redução dessa taxa. Teria porque o “mercado” se nega a financiar a dívida por essa remuneração? Quem disse que a autoridade monetária não tem condições de prevalecer a Selic na colocação dos títulos do Tesouro? Por último, a explicitação das reais intenções da “The Economist” foi esclarecedora. Espero que mais pessoas percebam o que de fato esteve envolvido no episódio. Obrigado pela atenção.

José Amaro – por correio eletrônico

Nota da Redação: Obrigado a você, Amaro, pela atenção e pelas observações, muito pertinentes (Carlos Lopes).

 

SKY

Gostaria de manifestar minha insatisfação com o serviço de atendimento ao cliente da TV por assinatura SKY. Possuia o serviço de TV “Pré-pago” da empresa. Porém a SKY, com o objetivo que eu trocasse de plano, começou a boicotar o serviço. Mesmo com pagamento em dia, não recebia meu pacote de canais. Após dezenas de reclamações e sem solução, chegando até mesmo a reclamar na Anatel, tive uma grande dificuldade para conseguir cancelar a assinatura. Infelizmente tal serviço deixa muito a desejar na cidade.

César dos Santos - São Paulo, SP


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