Petroleiros iniciam paralisações contra redução da PLR de 2013 

Já para o superávit primário Petrobrás repassou R$ 1,8 bilhão de janeiro a novembro de 2012 

Após a Petrobrás apresentar proposta de adiantamento da PLR 2012 (Participação nos Lucros e Resultados), no último dia 5, os petroleiros iniciaram diversas assembleias e vêm rejeitando os valores oferecidos pela empresa. Os trabalhadores recusaram o adiantamento que prevê um piso de R$ 3.149,34. Conforme os petroleiros, a proposta é mais de 50% menor do que a antecipação do ano anterior, quando o valor oferecido foi de R$ 8.467,82.

Durante toda a segunda-feira, 17, os petroleiros das bases da FUP organizaram um dia nacional de lutas com atrasos na entrada dos turnos e concentração de trabalhadores nas unidades operacionais e administrativas do Sistema Petrobrás. Nem a FUP (Federação Única dos Petroleiros) nem a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) concordaram com a proposta e ambas as entidades decidiram pela sua rejeição nas assembleias. De acordo com as entidades, a proposta rebaixada sinaliza o endurecimento da empresa na negociação do valor total, que será negociado em 2013.

A redução da divisão dos lucros com os trabalhadores ocorre ao mesmo tempo em que a empresa já acumula R$ 1,886,6 bilhão de repasse ao Tesouro Nacional para o pagamento de juros da dívida (de janeiro a novembro). A política de arrocho começou desde a campanha salarial, quando, após intensa mobilização dos petroleiros, foi fechado um acordo garantindo um aumento real entre 2,16% e 2,77%, mas no salário base, a correção ficou em apenas 5,24%, significando 0% de aumento real.

Os petroleiros do Espírito Santo, Paraná/Santa Catarina, Amazonas, Bahia, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Pernambuco/Paraíba, Ceará e Rio Grande do Sul rejeitaram o adiantamento da PLR proposto na semana passada. As assembleias prosseguiram nas bases do Unificado do Estado de São Paulo e Norte Fluminense nesta segunda, e também a rejeição da proposta foi vitoriosa.

A categoria denuncia que, ano após ano, a Estatal provisiona os valores da PLR sem qualquer negociação com a categoria e que os trabalhadores buscam alterar o atual modelo imposto pela Petrobrás. No último dia 12, a FUP voltou a se reunir com a empresa para buscar avanços na negociação do regramento das PLRs futuras. “Os gestores continuam insistindo em metas e critérios que não foram aprovados pelos trabalhadores. Por isso a categoria rejeitou no início do ano o regramento proposto pela Petrobrás”, conta a entidade.

Na Bahia houve atraso de uma hora no Portão 1 da RLAM (Refinaria Landulpho Alves) com parada dos ônibus. No Espírito Santo a mobilização foi concentrada na UTGC (Unidade de Tratamento de Gás e Condensado de Cacimbas), onde houve atraso na troca de turno das 07 horas, com participação plena de todos os trabalhadores da unidade. Em Manaus (AM), os trabalhadores realizaram atrasos de 1 hora e meia pela manhã na Reman, na base administrativa do Gás e Energia e na sede da Transpetro, também com adesão total da categoria.

Segundo a FUP, se trata de “um alerta para que a empresa negocie com a categoria, ao contrário do que tem feito nos últimos anos, ao definir de forma unilateral o provisionamento da PLR, sem regras ou critérios que atendam às reivindicações dos trabalhadores”.

A FNP, tendo em vista a importância da mobilização que se segue, “enviou na tarde desta sexta-feira (14/12) um ofício à FUP convidando a entidade e seus sindicatos para uma reunião nacional com o objetivo de construir mobilizações conjuntas”, diz o site da entidade.  A reunião acontece no dia 7 de janeiro, segunda-feira, às 9 horas, na sede do Sindipetro-RJ, no Rio de Janeiro. 


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