Espanhóis fazem jornada contra privatização da Saúde em Madri

Milhares de trabalhadores e usuários da saúde tomaram as ruas de Madri novamente, neste domingo (16), contra a privatização de todo o sistema de saúde da cidade, proposto pelo governo de Ignácio González, do Partido Popular, o mesmo do presidente Mariano Rajoy. A manifestação foi iniciada com uma marcha que partiu dos quatro principais hospitais da cidade, que após se reunirem, seguiram para a sede do governo.

Durante a marcha, os manifestantes munidos de cartazes contra a privatização da saúde, “a saúde publica não se vende, se defende” e “queremos pacientes, não clientes”, denunciaram a política de arrocho da troika (FMI, BCE e EU) que “salvam bancos e fecham hospitais”. Os manifestantes exigiram a demissão do conselheiro de saúde, Javier Fernández-Lasquetty, encarregado de levar a cabo a privatização.

A marcha de domingo foi organizada um dia antes da reunião de Lasquetty com o Comitê Coordenador Profissional, entidade que representa os trabalhadores da saúde, na qual os trabalhadores exigiram que os planos de privatização e arrocho fossem barrados.
Após a reunião, que durou cerca de quatro horas, Lasquetty afirmou que não suspenderá “nada” do Plano de Garantias de Sustentabilidade do Sistema Sanitário Público, a menos que se apresentem alternativas de arrocho no valor de 533 milhões de euros. Por sua vez, em resposta a insistência das propostas de arrocho do governo, os médicos seguirão com greve indefinida até que se parem os planos de privatização.

Os sindicatos deixaram claro que a privatização da gestão dos seis hospitais, e dos 27 centros de saúde constitui “um ponto no qual não há possibilidade alguma, pois tem que continuar sendo de gestão publica”, explicou a Associação dos Médicos, Amyts.

Durante a reunião, os representantes dos médicos apresentaram um documento demonstrando que os serviços públicos de saúde são mais baratos que os de gestão privada.

Segundo Pedro González, presidente da Afem, entidade que congrega médicos especialistas, foi perguntado diversas vezes ao governo “quanto se economiza com a privatização”, ao passo que a pergunta permanece não respondida.  

Os médicos da cidade já somam 11 dias de greve,  após quase dois meses de protestos.
 


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