11º Congresso da Contag: “Modelo baseado no agronegócio é injusto”, afirma presidente Broch 

A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) abriu o seu 11º Congresso Nacional na última segunda-feira, com a presença de mais de 2.500 delegados de todos os estados. O congresso, realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, contou com a presença da presidente Dilma, além de outros parlamentares e autoridades.

Festejando os 50 anos da entidade, o presidente Alberto Broch, resgatou o histórico de conquistas da categoria com os avanços nos direitos dos trabalhadores rurais, que garantiram melhores “condições de trabalho e salário para os nossos assalariados e assalariadas rurais”. “Conquistamos políticas públicas de proteção social, com a inclusão dos rurais no Regime Geral da Previdência Social, garantindo a igualdade de direitos entre urbanos e rurais e entre homens e mulheres do campo. Consagramos o Sistema Único de Saúde - SUS e conquistamos recentemente a Educação do Campo”. 

No entanto, ressaltou, “o nosso movimento não pode e não vai parar de lutar enquanto houver pobreza, desigualdade e injustiça social no campo Brasileiro”. “Apesar de todas as lutas e conquistas, estas não foram suficientes para romper com a atual estrutura agrária que concentra a maioria das terras na mão de poucos. Este modelo agrário é o mais injusto do mundo e responsável pela violência no campo e pelo assassinato de centenas de trabalhadores rurais e dirigentes sindicais”.

“Este modelo, atualmente caracterizado de agronegócio, vem excluindo milhares de trabalhadores e trabalhadoras rurais do campo, aumentando a violência e provocando a degradação ambiental”. “Este modelo vai contra o nosso projeto de desenvolvimento rural para o Brasil. E se isso não bastasse, ainda temos que nos preocupar com as consequências de uma crise financeira mundial, que se arrasta sem perspectivas de solução em curto prazo. Esta crise é fruto da especulação e da ganância do poder econômico e da execução de políticas neoliberais descabidas receitadas pelo FMI e pelo Banco Mundial, trazendo mais prejuízos para a classe trabalhadora. O enfrentamento da crise exige do nosso Governo mais que criatividade e força política. Exige decisão política sobre qual o modelo de desenvolvimento queremos para o Brasil”, ressaltou, defendendo uma política de reforma agrária para o país.

Durante o congresso, os participantes debateram políticas públicas e sociais para o campo. Os trabalhadores rurais também participaram da Marcha das Centrais levando as suas bandeiras à manifestação.

No encontro, a presidente anunciou o decreto que institui a Política Nacional para os Trabalhadores Rurais Empregados (Pnatre), publicado no dia 6. O plano visa fortalecer os direitos sociais e a proteção social desses trabalhadores, através do fomento à formalização e ao aprimoramento das relações de trabalho, o aperfeiçoamento das políticas de saúde, habitação, Previdência e segurança, o fortalecimento dos programas destinados à educação e a capacitação profissional dos empregados rurais. 


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