175 passeatas por toda a França rejeitam lei que facilita dispensas

Convocados pelas centrais CGTB e FO, trabalhadores ocuparam as ruas. Maiores atos foram em Paris, Lion, Rennes e Marselha

Os trabalhadores atenderam ao chamado das Centrais CGT, FO e Solidaires e realizaram uma marcha com mais de 200 mil em Paris além de outras 174 cidades da França para repelir um projeto de lei que o presidente François Hollande apresentou ao Conselho de Ministros antes de enviar ao parlamento. Pelo projeto, resultado do encontro do sindicato patronal, Medef, com três sindicatos pelegos menores – passando por cima das centrais, uma série de medidas de proteção ao trabalho serão anuladas. Entre as agressões a conquistas dos trabalhadores, a extinção de uma determinação que permite aos sindicatos promover investigações quando ocorrerem mais de 10 demissões simultâneas em qualquer empresa de mais de 50 funcionários.

Além da medida para coibir demissões em massa, outras que permitirão (caso aprovado o projeto) elevar a exploração dos trabalhadores franceses a exemplo do fim de medidas que proíbem redução de salários. Hollande pretende instituir que uma empresa pode reduzir salários se reduzir horas trabalhadas pelos seus funcionários. Também seria permitido reduzir o pagamento por horas extras (hoje em 25% acima da hora normal para até 10%).

Pela legislação atual, um trabalhador francês não é obrigado a aceitar transferência para unidade em outra cidade. Agora, recusar tal tipo de transferência seria motivo justo para demissão.

A CGT francesa denuncia que a lei de Hollande é uma "subversão do código trabalhista" e aponta que o desemprego já aumentou por 21 meses consecutivos e que a nova lei (que o governo chama de apoio ao emprego) só destruirá mais postos de trabalho.

Segundo a CGT houve uma elevação de 8,7% na taxa de desemprego em um ano, sendo que para os trabalhadores mais velhos a alta foi de 15,4%.

Além de Paris, houve manifestações com milhares de trabalhadores em Rennes, Lion, Marselha entre outras cidades. Linhas de trem e ônibus pararam. Portuários e trabalhadores do setor de energia fizeram greve de um dia. Entidades estudantis também participaram das manifestações.

As Centrais exigiram que, ao contrário, sejam investidos mais recursos na produção, mais proteção ao emprego para com a elevação da massa salarial haver expansão do mercado interno da França como forma justa e saudável de saída da crise.

"O contexto de crise econômica e social vivenciado duramente por milhares de assalariados, exige ao contrário, uma verdadeira política social, mais seguridade e garantia dos empregos, novas leis que ampliem direitos e intervenham nas escolhas das empresas, orientação da riqueza para os investimentos produtivos e apoio à formação profissional dos trabalhadores", afirma o documento lançado em encontro nacional da CGT em que o sucesso da jornada de 5 de março foi saudado.

A CGT anunciou também que enviará uma grande delegação de lideranças para a jornada de ação de 14 de março contra o arrocho em Bruxelas conforme convocado pela Confederação Europeia de Sindicatos.

A jornada de 5 de março teve como finalidade esclarecer os franceses e seus representantes parlamentares do dano que a lei de Hollande irá causar.

"Torna-se necessária a suspensão das demissões no setor público e a criação de emprego para responder às necessidades de desenvolvimento do serviço público além da elevação dos salários e das aposentadorias para reativação da economia", afirma ainda a CGT.

"Não será através da supressão dos empregos de hoje que se fará surgir os empregos de amanhã", finaliza a Central.


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