Importações crescem 9,1% no primeiro trimestre do ano 

Participação no consumo interno atinge 24,1% 

A participação de produtos importados no consumo interno atingiu o nível recorde de 24,1% no primeiro trimestre, um crescimento de 1,5 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o levantamento Coeficientes de Exportação e Importação (CEI), divulgado na quarta-feira (15) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o estudo da Fiesp, “embora a participação de produtos internacionais no mercado brasileiro nos três primeiros meses do ano tenha registrado estabilidade frente ao trimestre anterior, o quantum importado apontou aumento de 9,1% em relação ao mesmo período de 2012”.

Na comparação do primeiro trimestre de 2013 frente ao mesmo intervalo de 2012, foi registrado aumento no Coeficiente de Importação (CI) da maioria dos segmentos produtivos da indústria de transformação. De acordo com o levantamento, os setores de produtos farmacêuticos (+7,4 p.p.) e preparações e artefatos de couro (+7,0 p.p.) tiveram maior alta.

Na comparação entre trimestres, o Coeficiente de Exportação (CE) apresentou queda de 2,2 pontos percentuais, passando de 20,4% entre outubro e dezembro de 2012, para 18,2% entre janeiro e março de 2013. Já na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o CE registra queda de 0,8 p.p..

Dos 32 setores analisados pelo CE, 20 apresentaram redução no primeiro trimestre em relação aos primeiros três meses de 2012, com destaque para aeronaves (-10,5 p.p.) e máquinas e equipamentos para extração mineral e construção (-7,2 p.p.). De acordo com a Fiesp, “tal resultado se alinha ao desempenho das exportações de aviões, uma vez que o setor é intensivo em insumos importados”.

Para o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti, o câmbio é um dos principais motivos para o aumento de importações e diminuição das exportações. “Isso não se deve apenas a questões estruturais de carga tributária e infraestrutura, mas também à política cambial pouco ativa, que mantém o real apreciado frente ao dólar”, disse. “Por causa do câmbio, os preços internacionais ficaram mais baratos. Todo produto brasileiro de mão de obra intensiva ficou muito comprometido”, acrescentou. Nos três primeiros meses deste ano, o real se valorizou 1,45% frente ao dólar.

O aumento da participação de produtos importados se dá paralelamente ao aumento da desnacionalização. As filiais das multinacionais seguem a lógica de suas matrizes, de mínimo de investimento e máximo de remessa de lucros. Além disso, são importadoras de componentes, fazendo internamente apenas a montagem. Isso quando não importam o produto já finalizado. Somente no primeiro trimestre deste ano, 58 empresas brasileiras foram desnacionalizadas, segundo a última “Pesquisa de Fusões e Aquisições” da consultoria KPMG. Em 2012, 296 empresas nacionais passaram para controle estrangeiro. Em 2011, haviam sido 208 empresas nacionais. Em 2010, 175 empresas. Esse processo de desnacionalização – consequentemente da desindustrialização – é uma das principais causas do baixo crescimento da economia brasileira.


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