Com espetáculo em campo e na torcida, Brasil é tetra! 

Seleção venceu a Espanha por 3 a 0 e milhares no Maracanã soltam o ‘olé!’ 

Não seria um despropósito usar algum adjetivo para descrever a vitória do Brasil sobre a Espanha e, consequentemente, a conquista do tetracampeonato na Copa das Confederações. O placar foi um acachapante 3 a 0, com direito a show de Neymar e Fred, a Fúria na roda e gritos de “Ooolééé” e “Quer jogar? O Brasil vai te ensinar”.

A vitória do Brasil começou a se desenhar com uma marcação forte, que começava no ataque e o Brasil alugando o meio-campo, com Luiz Gustavo e Paulinho anulando Iniesta e Xavi, os principais jogadores da Espanha, mas também com os laterais marcando bem os lados e a dupla de zaga retomando o bom futebol, após as lambanças na partida contra o Uruguai.

O Brasil não limitou à marcação e manteve a blitz de início de partida, como já havia acontecido em outros jogos. E logo aos 2 minutos Fred mostrou o oportunismo de centro-avante: caído, venceu o ótimo goleiro Casillas, inaugurando o placar. Ele ainda iria perder um gol cara a cara com o arqueiro espanhol, após excelente passe de Neymar. 

 

Mas a jogada crucial para consolidar a raça e a determinação da Seleção Canarinho foi o gol que o zagueiro David Luiz salvou quase em cima da linha. Redimiu-se, assim, do pênalti bobo cometido contra a Celeste.

Para finalizar o primeiro tempo, um contra-ataque fulminante iniciado pelo meia Oscar, lançando Neymar, que devolveu e recebeu de volta após sair da posição de impedimento: um chutaço de perna esquerda e caixa. E como o personagem Seu Boneco, foi pra galera.

Ao iniciar o segundo tempo, não deu nem tempo da Espanha pensar em esboçar uma reação e logo aos 2 minutos Fred ampliou, após jogada de Hulk e corta-luz de Neymar.

A coisa estava ruim e não tinha nada que fizesse sequer atenuar a situação. Nem mesmo o pênalti arranjado pelo juiz, desperdiçado pelo zagueiro Sergio Ramos – mesmo assim o goleiro estava na jogada e pegaria se a bola fosse em direção ao gol. Para completar, Piqué deu uma botinada em Neymar e foi mais cedo para o chuveiro.

Além da torcida brasileira - que abraçou o time do início ao fim da competição, especialmente na hora do Hino Nacional, cantado a pleno pulmões no Castelão, Fonte Nova, Mineirão e Maracanã -, quem deve estar sorrindo é a torcida do Barcelona, com o seu novo contratado sendo eleito o craque da Copa das Confederações. Neymar levou a Bola de Ouro, Iniesta, a de Prata, e Paulinho, a de Bronze.

“Primeiro nós tínhamos que montar um time. Depois dar um padrão de jogo. Com a conquista do título retomamos a confiança. Agora será diferente quando as equipes nos enfrentarem. Qualquer equipe podia nos atacar. Agora eles vão respeitar o Brasil. Este título foi um começo do caminho até a Copa. Sabemos que precisamos caminhar muito para chegar onde estão outras seleções. Para chegar onde estão Espanha, Alemanha e Argentina. Nós vamos chegar lá”, avaliou o técnico Luiz Felipe Scolari.

O goleiro Julio César, eleito o Luva de Ouro, ressaltou: “Com todo respeito à Espanha, que é uma grande seleção, vem encantando o mundo, mas o futebol tem hierarquia. O Brasil é cinco vezes campeão do mundo. Eles respeitam, mas não tiveram oportunidades de jogar com a gente em outras competições. Acima de tudo, agora eles sabem que jogar contra o Brasil não é fácil. Eles sabem que o Brasil é um adversário que eles vão querer driblar, não vão querer enfrentar na Copa”.

Definitivamente, como cantou a torcida no Maracanã, o campeão voltou. Campeão com “C” maiúsculo.  

VALDO ALBUQUERQUE 


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