Centrais sindicais gregas convocam greve geral contra a demissão massiva no setor público

Os sindicatos da Grécia convocaram, na quarta-feira (10), uma greve geral para o próximo dia 16, em repúdio contra a demissão de milhares de funcionários públicos.

A Federação de Sindicatos de Funcionários Públicos da Grécia (ADEDY) e a Federação de Sindicatos do Sector Privado (GSEE) marcaram o protesto para o dia em que será discutida no Parlamento uma lei com todas as medidas acertadas entre o governo e a Troika - União Europeia (UE), FMI e o Banco Central Europeu (BCE).

A lei que será votada inclui como uma das principais medidas um grande corte de empregos públicos em troca do fornecimento de 6,8 bilhões de euros. 

"Em um país onde o desemprego atinge 30%, e entre os jovens 60%, em que a sociedade se empobrece rapidamente e o estado de bem-estar foi destruído (...), as novas medidas levarão a um incremento do desemprego e a pobreza da sociedade grega", denunciou em comunicado a ADEDY, que ainda convocou uma paralisação de meio dia para a quinta-feira, 11.

As condições da Troika para entregar o empréstimo de 6,8 bilhões de euros incluem a demissão ou aposentadoria de 15.000 funcionários públicos antes de 2014, dos quais, 4.000 irão para a rua antes do fim deste ano.

A polícia, assim como outros trabalhadores municipais, permanecem em greve desde segunda-feira (8).

A lei em questão deverá ser votada a mais tardar no dia 19 de julho, de acordo com a promessa feita pela Grécia aos inspetores da Troika na segunda passada, segundo a agência de notícias EFE. 

Além da flexibilização trabalhista neoliberal, a lei exigida prevê uma reforma do sistema de impostos e um controle exacerbado da administração central sobre os gastos municipais.


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