OEA convoca países europeus
a pedirem desculpas à Bolívia


 
A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou na terça-feira (9) quase por unanimidade – só EUA e Canadá ficaram de fora – resolução de apoio ao presidente boliviano Evo Morales e de condenação ao fechamento do espaço aéreo ao seu avião por parte de quatro países europeus na semana passada. A declaração considerou as ações “claramente violatórias de normas e de princípios básicos do Direito Internacional, como a inviolabilidade dos chefes de Estado” e convocou França, Espanha, Portugal e Itália a dar explicações e pedir desculpas oficiais à Bolívia.

A manifestação da OEA vem se somar à já feita pela Unasul – União das Nações Sul Americanas -, e foi aprovada após nove horas de calorosos debates. Esses países europeus “atuaram de forma agressiva e não amistosa”, denunciou o embaixador nicaraguense, Denis Moncada. Por sua vez o embaixador venezuelano, Roy Chaderton, chamou-os de “súditos coloniais que obedecem dóceis à superpotência global”- a ordem de fechar o espaço aéreo partiu de Washington, sob alegação de que o denunciante da espionagem em massa dos EUA no mundo inteiro, Edward Snowden, estava a bordo.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, pediu “que se esclareça o que realmente aconteceu. De onde chegou a notícia de que o senhor Snowden estava no avião? Por que se acreditou nisso? O que levou esses países a cometerem semelhante ato?”.

O presidente boliviano agradeceu à manifestação da OEA: “cumprimento de verdade este pronunciamento de apoio, que não é a Evo Morales mas aos povos da América Latina e do Caribe”. “Me surpreendeu o grande debate e por isso desejo expressar todo meu respeito, admiração e solidariedade”, acrescentou.


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