Até julho já foram gastos
com juros R$ 141,5 bilhões

O relatório de Política Fiscal divulgado na sexta-feira (30/08) pelo Banco Central é uma boa mostra do desperdício de dinheiro público, que se esvai pelo ralo dos juros. De janeiro a julho já foram torrados nada menos que R$ 141,487 bilhões (5,21% do PIB), fruto essencialmente da elevação da taxa Selic, quatro vezes desde abril.

No acumulado dos sete meses do ano, o montante de desvios orçamentários (dos governos federal, estaduais, municipais e do orçamento das estatais desses três níveis) para pagamento de juros é superior, inclusive, ao que foi gasto no mesmo período de 2011 (R$ 138,544 bilhões), quando houve cinco elevações da taxa básica de juros por parte do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na mesma base de comparação, em 2012 foram transferidos aos bancos a título de pagamento de juros R$ 128,462 bilhões.

Em 12 meses encerrados em julho, as despesas com juros somaram R$ 226,887 bilhões, o equivalente a 4,91% do PIB. A evolução de gasto do setor público com juros no acumulado de 12 meses, este ano, é a seguinte:

Janeiro: R$ 216,851 bilhões;

Fevereiro: R$ 218,833 bilhões;

Março: R$ 217,154 bilhões;

Abril: R$ 217,947 bilhões;

Maio: R$ 219,421 bilhões;

Junho: R$ 220,929 bilhões;

Julho: R$ 226,887 bilhões.

Como se pode constatar, os recursos que faltam para ampliar os investimentos, melhorar os serviços para a população (saúde, educação transporte etc.) estão sendo desviados para o cofre de uma meia dúzia de bancos, que em grande parte nem nacional é.

Contudo, os juros alucinados criam um círculo vicioso no qual o superávit primário – desvio de recursos para o pagamento de juros – não é capaz de fazer frente aos gastos com juros, gerando um déficit nominal, que já alcança nos sete primeiros meses do ano R$ 87,042 bilhões, muito superior ao mesmo período (janeiro-julho) de 2011 (R$ 46,565 bilhões) e de 2012 (R$ 57,234 bilhões). Com isso, haja o governo a emitir título e maior fica a dívida pública, apesar de toda a dinheirama torrada com juros.

Não há solução para o problema a não ser a redução dos juros. No mais, é continuar aumentando juros e o superávit primário e a economia se arrastando a passos de tartaruga.


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